Alvo da Turbulência ostentava riqueza nas redes sociais

Alvo da Turbulência ostentava riqueza nas redes sociais

Arthur Roberto Lapa Rosal, o Tuta Rosal, aparece em relatório da Polícia Federal ao lado de carrões, lancha de luxo, cavalos de raça e caminhões equipados para provas de Vaquejada, modalidade que é febre no Nordeste

Fábio Serapião

30 de junho de 2016 | 12h00

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Investigado na operação Turbulência por conta de transações milionárias com empresas de fachada envolvidas na compra do jatinho Cessna Citation, prefixo PR-AFA, que caiu com o então candidato à Presidência, Eduardo Campos (PSB), em Santos, o empresário Arthur Roberto Lapa Rosal, o Tuta Rosal, teve sua vida devassada pela Polícia Federal.

Relatório de Informação Nº 209/2016, anexado ao inquérito da turbulência, revela que enquanto recebia ao menos R$ 2,8 milhões das empresas investigadas, o empresário, segundo a PF, postava “fotos ostentando riqueza, ao lado de carros importados, cavalos de raça e um caminhão equipados para participar de vaquejadas”.

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Após elencar uma série de fotos do investigado ao lado de carros importados e na prática da Vaquejada, modalidade praticada em animais da raça Quarto de Milha que é uma febre no Nordeste, os agentes federais Irineu Alves da Silva Filho, José Vinicius Menezes e João Araújo de Barros Neto também relacionaram imagens de uma lancha publicadas na página de Rosal no Facebook.

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“Chamou-nos a atenção a publicação na sua página social do Facebook da foto da lancha de nome “Sedução”, registro nº 2210149134”, explica o relatório. A lancha, segundo a PF, está em nome de um dos líderes do esquema investigado na Turbulência, Eduardo freire Bezerra Leite, conhecido como Eduardo Ventola.

Também anexado aos autos, um relatório do Controle de Atividades Financeiras, o COAF, apontou quinze “operações suspeitas” envolvendo contas e empresas de Tuta Rosal. Entre elas, uma de R$ 350 mil e outra de R$ 150 mil são relacionadas à depósitos da empresa Câmara & Vasconcelos que, segundo a PF, recebeu valores da construtora OAS e, também, realizou transações com empresas envolvidas na compra do avião que caiu com o então candidato à Presidência, Eduardo Campos (PSB).
O Blog tentou contato nos três telefones elencados no relatório da Polícia Federal como sendo de Tuta Rosal, mas não conseguiu encontrar o empresário.

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