Inteligência Q

Inteligência Q

Luiz Paulo Ferreira Pinto Fazzio*

31 de dezembro de 2019 | 04h30

Luiz Paulo Ferreira Pinto Fazzio. FOTO: DIVULGAÇÃO

SIGINT (signals intelligence) é o termo inglês empregado para descrever a atividade de coleta de informações ou inteligência através da interceptação de sinais de comunicação entre pessoas ou máquinas. O nascimento da SIGINT em um senso moderno data da Guerra Russo-Japonesa de 1904-1905.

A Agência de Segurança Nacional (National Security Agency – NSA) lidera o governo dos EUA em criptografia, que engloba produtos e serviços de inteligência de sinais (SIGINT) e garantia de informações (segurança cibernética), e habilita operações de rede de computadores.

Criminosos também podem ter sucesso em negócios e na política, e podem ser eleitos representantes do povo. Se um criminoso se torna presidente, imagine o que ele pode alcançar. Ele pode usar todo o peso do Poder Executivo para se comprometer com crimes muito maiores.

Neste espaço, no dia 17 de janeiro de 2019, foi publicado artigo que escrevi intitulado “Aliança da Terra e Guantánamo”. Nele, mencionei a possibilidade de investigações de ex-presidente dos Estados Unidos por espionagem e de ex-secretária de estado do mesmo país por empregar fundação para cometer crimes.

Continuamos a assistir a guerra silenciosa nos Estados Unidos. A cada dia surgem mais elementos que reforçam a suspeita de que o impeachment do presidente, votado na Câmara e ainda não remetido ao Senado, está sendo empregado como meio de retardar, adiar e prevenir exposição e acusações.

Recentes informações de um investigador apontam para violação interna de e-mails do Comitê Nacional do Partido Democrata (e não participação da Rússia no hackeamento). Ganha força a percepção de que o desafio da atual administração é remover e substituir traidores/sabotadores.

Imagine, por exemplo, o que aconteceria se, por lei, todas/todos as deputadas/os deputados, senadoras/senadores fossem obrigadas/obrigados a ter seus patrimônios auditados por uma agência independente. Imagine se essas auditorias se estendessem aos membros de suas famílias.

Como, por exemplo, a presidente da Câmara dos Deputados, ou seu filho, ou o filho de pré-candidato à presidência dos Estados Unidos, ou ainda, ex-presidentes dos Estados Unidos, justificariam o crescimento de seus patrimônios após terem sido eleitos.

A era da informação mudou a história para sempre. Com a internet inundando cada casa, eletrodomésticos se tornando inteligentes e pessoas carregando dispositivos rastreáveis, surgiu a oportunidade para colocar fim ao controle criminoso que está emergindo no mundo.

Todos nós nos tornamos conectados, rastreáveis e vigiados. Dependentes de e-mails, SMSs e comunicações instantâneas. É nessa nova era da informação que se pensou uma agência de inteligência militar focada em crimes cibernéticos e espionagem: a NSA.

A NSA arquiva e armazena todos os telefonemas, mensagens de e-mail e de texto de cada dispositivo. Essas mensagens poderão ser usadas para expor a conspiração criminosa, fundamentar acusações e prisões, e evitar que o crime organizado retome o comando do país.

*Luiz Paulo Ferreira Pinto Fazzio, advogado

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