Inteligência emocional é essencial para administrar expectativas de stakeholders

Hugo Rodrigues*

22 de março de 2021 | 04h00

Muitos executivos passam anos desenvolvendo um portfólio profissional incrível e aprimorando seus conhecimentos sobre gestão de negócios e de pessoas, bem como sobre seus campos de atuação específicos, com o objetivo de um dia alcançarem o mais alto cargo hierárquico dentro de uma empresa – de Chief Executive Officer, o famoso CEO – e enfim colocar em prática suas filosofias e ideias de negócios, mas quando o momento chega, descobrem que não é bem assim.

As empresas, principalmente startups, scale-ups e as de capital aberto, possuem stakeholders que podem afetar direta ou indiretamente o caminho que um negócio toma. Essas partes interessadas, que podem ser fundadores, sócios, acionistas e investidores, muitas vezes têm o mesmo objetivo para o negócio, mas diferem na forma como esperam que a empresa o alcance, e saber gerenciar essas expectativas divergentes de todos os lados é um dos papéis fundamentais do CEO.

Nessas horas é necessário abrir mão da proximidade pessoal que se tenha com qualquer uma das partes para que seja possível captar e ponderar sobre os argumentos que irão, de fato, trazer benefícios reais à empresa. Discussões fazem parte da rotina do CEO e, muitas vezes, elas podem não ser muito amigáveis. Por isso, a inteligência emocional é um trato essencial para profissionais em cargos de liderança, especialmente o CEO.

Inteligência emocional é a capacidade de pensar e agir de forma consciente, não permitindo que as emoções tomem as rédeas na hora da tomada de decisão. Ter um alto nível dessa habilidade significa ser mais autorresponsável por suas ações, ter mais empatia com as pessoas com quem convive, ter a capacidade de corrigir comportamentos improdutivos e de manter a calma em momentos de grande estresse – características de grande valia na hora de administrar uma empresa.

“Se os líderes transmitirem energia e entusiasmo, a organização progride; se transmitirem negatividade, a organização afunda” é um ensinamento do especialista em ciências comportamentais Daniel Goleman que sintetiza bem a importância dessa habilidade num contexto de negócios. Quanto mais estável emocionalmente o CEO, maiores as chances de tomar as atitudes corretas para o negócio e de criar um ambiente profissional saudável que permite que seus funcionários trabalhem plenamente em prol da empresa.

No fim do dia, é importante lembrar que por mais que os diferentes grupos de stakeholders possam ter estratégias e expectativas divergentes, todos buscam a mesma coisa – uma empresa com bom desempenho e economicamente saudável – e cabe ao CEO gerenciar os ânimos de todos os lados e filtrar as melhores estratégias para seu negócio.

*Hugo Rodrigues, CEO da Printi

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