Inquérito sobre R$ 10,3 mi da Odebrecht para campanhas de Alckmin chega à Procuradoria Eleitoral

Inquérito sobre R$ 10,3 mi da Odebrecht para campanhas de Alckmin chega à Procuradoria Eleitoral

Investigação sobre supostos repasses da Odebrecht em 2010 e 2014 saiu do âmbito do Superior Tribunal de Justiça e foi deslocada para a Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo

Fábio Leite

26 de abril de 2018 | 15h05

FOTO SERGIO CASTRO/ESTADÃO.

O inquérito que investiga suposto repasse de R$ 10,3 milhões da Odebrecht ao ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) chegou à Procuradoria Regional Eleitoral. A investigação estava nas mãos da ministra do Superior Tribunal Federal Nancy Andrighy e foi remetido à Justiça Eleitoral. Ela atendeu a parecer do subprocurador-geral da República, Luciano Mariz Maia, que entendeu ver indícios de ‘crime eleitoral’ e deu parecer desfavorável ao pedido da força-tarefa da Operação Lava Jato.

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Os procuradores ainda vão analisar se o inquérito continuará sob competência deles. O inquérito sobre o tucano subiu para a segunda instância porque o ex-secretário de Planejamento na gestão Alckmin, Marcos Monteiro, foi mantido no governo Márcio França, na pasta de Desenvolvimento Econômico. Ele é apontado pelos delatores como suposto intermediário de parte do repasse.

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A força-tarefa da Lava Jato em São Paulo havia pedido ao vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz Maia, que remetesse “o mais rápido possível” o inquérito sobre Alckmin. O argumento dos procuradores era que a investigação envolvendo o ex-governador tucano auxiliaria no “andamento avançado de outras apurações correlatas”.

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Delação. Em depoimentos, os colaboradores da Odebrecht Benedicto Barbosa Junior, Carlos Armando Paschoal e Arnaldo Cumplido citaram repasse de recursos a Alckmin a título de “contribuição eleitoral”. As doações não contabilizadas teriam contado com a participação do cunhado do pré-candidato a presidente, Adhemar Cesar Ribeiro, também investigado no inquérito.

Delatores afirmaram que Alckmin foi destinatário, por meio do cunhado, de R$ 10,7 milhões do setor de propinas da empreiteira.

O ex-governador tem negado reiteradamente o uso de recursos não contabilizados

 

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