Informação e cura

Informação e cura

Luiz Paulo Ferreira Pinto Fazzio*

19 de abril de 2020 | 05h30

Luiz Paulo Ferreira Pinto Fazzio. FOTO: DIVULGAÇÃO

Se indivíduos identificaram a epidemia, omitiram informações, não cooperaram com a comunidade internacional para mitigar a propagação da doença e não contribuíram para salvar vidas, cometeram crime contra a humanidade e serão responsabilizados.

As conclusões de investigações com o objetivo de determinar como a covid-19 ganhou vida, se há indivíduos envolvidos, estruturas e processos que possam ter sido empregados, poderá fornecer fundamentação consistente para o processo de responsabilização.

Em ao menos dois jornais (South China Morning Post de Hong Kong e no Caixin da China) há evidências de que informações tornadas públicas no início da propagação do vírus em território chinês foram resultado da coragem do povo diante da repressão.

No decorrer dos próximos meses, também deverão ser tornadas públicas as motivações para que a Organização Mundial da Saúde (OMS) repetisse e elogiasse a linha do Partido Comunista Chinês (PCC), dando pouca atenção aos conselhos de saúde até muito recentemente.

O conhecimento do público sobre a real influência, os reais objetivos, de fundação que é a segunda maior financiadora da OMS, atrás apenas dos Estados Unidos, deverá ser o resultado de processos de investigação iniciados por alguns dos 184 países que tiveram seus cidadãos infectados.

Outro fato que merece ser esclarecido ao final das investigações é o momento do surgimento da covid-19, ano eleitoral nos Estados Unidos, que vinha apresentando resultados econômicos expressivos, fortalecendo a confiança dos americanos na atual administração.

O complexo, lento e delicado processo de divulgar ao público informações doentiamente suprimidas da humanidade ao longo de décadas pode ser percebido como um meio de cura, uma forma de restabelecer a saúde física, mental, cognitiva, psíquica, intelectual das pessoas.

*Luiz Paulo Ferreira Pinto Fazzio, advogado

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