Índios expulsos da Aldeia Maracanã vão à PF comemorar prisão de Cabral

Índios expulsos da Aldeia Maracanã vão à PF comemorar prisão de Cabral

'Esperamos por isso há três anos, chegou o grande dia', disse o historiador Micael Baré, de uma etnia originária da região amazônica

Roberta Pennafort, do Rio

17 de novembro de 2016 | 13h22

indioscabral

A prisão do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) vem atraindo curiosos desde cedo à sede da Polícia Federal, no centro do Rio. No momento, são cerca de 50 pessoas observando a movimentação de policiais e jornalistas. Elas aplaudem a prisão, e culpam Cabral pela crise no Estado. “Cabral ladrão!”, “Vai pra Bangu!”, gritam.

Mais cedo, chegou um grupo de indígenas da Aldeia Maracanã, retirados do local pelas obras de reforma do estádio do Maracanã – uma das fontes de propina pagas por empreiteiras a Cabral. Eles trouxeram maracás (chocalhos), cantam e dançam. “Viemos comemorar, nos regozijamos dessa prisão. Esperamos por isso há três anos. Chegou o grande dia”, disse o historiador Micael Baré, de uma etnia originária da região amazônica.

“A gente sabia que tinha corrupção ali. Fomos os primeiros afetados. Ouvi no rádio que ele estava preso e vim. Ele foi nosso algoz. Fizemos um ritual da purificação, que pune quem nos fez mal, e está caindo um a um: (o empresário) Eike Batista, a (ex-presidente) Dilma (Rousseff), agora o Cabral”.

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