Imóveis de doleiro da Lava Jato vão a leilão com redução de 50% no valor

Imóveis de doleiro da Lava Jato vão a leilão com redução de 50% no valor

Um dos bens de Alberto Youssef, no bairro de São Cristóvão, no Rio, é um complexo de cinco imóveis, de área total aproximada de 1.620m², com lance inicial de R$ 1,5 milhão

Julia Affonso, Fausto Macedo e Mateus Coutinho

09 de junho de 2016 | 12h33

Imóvel do doleiro Alberto Youssef, no Rio. Foto: Reprodução

Imóvel do doleiro Alberto Youssef, no Rio. Foto: Reprodução

Quatro imóveis do doleiro Alberto Youssef, um dos delatores da Operação Lava Jato, vão novamente a leilão judicial, determinado pelo juiz federal Sérgio Moro, da 13° Vara Federal de Curitiba, na próxima segunda-feira, 13. No último dia 30 de maio, um imóvel no Rio e três em Salvador haviam terminado o pregão sem lances.

No novo leilão, os imóveis terão redução de 50% do valor inicial avaliado, chegando a cerca de R$ 3 milhões. A venda será realizada exclusivamente por meio da plataforma online de leilões Superbid Judicial.

Um dos bens de Youssef, no bairro de São Cristóvão, no Rio, é um complexo de cinco imóveis, de área total aproximada de 1.620m². O lance inicial é de R$ 1,5 milhão.

Imóvel em Salvador. Foto: Reprodução

Imóvel em Salvador. Foto: Reprodução

No pregão, estarão ainda nove lotes, em Salvador, sendo oito fatias de 4% e uma de 5,23%, do imóvel comercial Web Hotel Salvador, parte do Condomínio Alfazema, Pituba, com lance inicial de cerca de R$ 167 mil e R$ 220 mil, respectivamente.

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De acordo com Afonso Marangoni, leiloeiro oficial da Superbid Judicial e responsável pela condução do pregão, o mecanismo dos leilões judiciais faz com que as vendas sejam mais corriqueiras em segunda praça.

“O comprador experiente, que conhece o procedimento dos leilões judiciais, já sabe que haverá uma porcentagem significativa de redução no valor de avaliação dos ativos. Por isso, sempre temos a maioria das vendas acontecendo em segunda praça, a não ser que as ofertas de primeira praça sejam inúmeras vezes mais atrativas que o valor de mercado do bem”, explica.

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