“Ia por cortesia”, diz Geddel sobre visitas a Funaro

“Ia por cortesia”, diz Geddel sobre visitas a Funaro

Ministro da Secretaria de Governo confirma ter frequentado escritório do lobista Lúcio Funaro, apontado como operador de propinas do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ)

Fábio Fabrini e Fabio Serapião, de Brasília

16 de julho de 2016 | 05h00

Brazil's Minister Chief of the Secretary Office of Government Geddel Vieira Lima gestures during a meeting between Brazil's interim President Michel Temer and the new House Speaker congressman Rodrigo Maia at the Planalto Palace in Brasilia, Brazil July 14, 2016. REUTERS/Ueslei Marcelino

O ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima (PMDB). REUTERS/Ueslei Marcelino

O ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), confirma ter frequentado o escritório de Lúcio Funaro, acusado de operar esquema de corrupção na Caixa. Questionado pelo Estado, o ministro não deu detalhes sobre quais assuntos tratou com Funaro. “Ia por cortesia. Não foram tantas vezes”.

Funaro foi preso na Operação Sépsis, por determinação do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal. O lobista e Eduardo Cunha teriam montado um esquema milionário de propinas por meio de financiamentos do FI/FGTS, entre 2011 e 2015, época em que a vice-presidência da Caixa era ocupava por Fábio Cleto – delator da Lava Jato que revelou à Procuradoria-Geral da República como agiam Funaro e o deputado.

Geddel foi vice da Caixa de março de 2011 a dezembro de 2013. No governo Lula, comandou o Ministério da Integração Nacional de 2007 a 2010.

Ele afirmou que, além de visitar o suposto operador de Eduardo Cunha no escritório em São Paulo, teve com ele outros encontros em Brasília, ‘circunstanciais’, como num restaurante, num hotel e na posse do deputado como presidente da Câmara. “Eu o conheci em Brasília. Ele estava sempre em Brasília.”

Geddel disse não se recordar com exatidão do que tratava no escritório de Funaro, tampouco das datas e do número de vezes em que esteve no local. Afirmou também que o corretor nunca lhe fez pedidos relativos à Caixa. “(Queria) saber de mercado, como é que estava: ‘como vai, tudo bem?’. Nem me recordo se era vice-presidente da Caixa (na ocasião das visitas).”

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