Homens armados assaltam agência bancária dentro da Assembleia Legislativa de São Paulo

Homens armados assaltam agência bancária dentro da Assembleia Legislativa de São Paulo

Por volta das 15h30, dois assaltantes entraram na agência do banco Santander, no subsolo da Casa; deputados reclamam da falta de segurança

Luiz Vassallo

10 de fevereiro de 2020 | 19h59

Foto: Felipe Rau / Estadão

Dois homens armados assaltaram, na tarde desta segunda-feira, 10, a agência do Santander, localizada no subsolo da Assembleia Legislativa de São Paulo – no Palácio 9 de Julho, região do Ibirapuera, zona Sul, ao lado do Quartel General do Comando Militar do Sudeste. O banco ainda levanta os valores que foram levados. As Polícias Civil e Militar procuram os suspeitos.

Segundo a Assembleia, por meio de nota, ‘a ação ocorreu por volta das 15h50’.”O banco ainda está levantando o valor roubado. Neste momento as polícias Civil e Militar estão mobilizadas para identificar os autores”.

A Assembleia Legislativa não faz registro de quem entra ou sai da Casa. É cena comum no Legislativo Paulista, por exemplo, a circulação de ambulantes. “Todo mundo entra ali. Vendem de tudo, até doido entra. Uma vez, tive que atender um doido que exigia falar com o Bolsonaro”, disse um funcionário ao Estado.

O deputado estadual Tenente Coimbra (PSL) pediu a instalação de um sistema de controle e de segurança no local, a exemplo do que acontece na Câmara Federal, na de São Paulo e em Assembleias Legislativas de outros Estados.

“Um detector de metais seria muito eficaz para proteger a todos”, sustenta Coimbra, sob o argumento de que a medida não restringiria ou dificultaria o acesso à Casa.

“Precisamos usar toda a tecnologia existente para aumentar ainda mais a tranquilidade das pessoas. É apenas uma questão de segurança, pois não há como conhecer plenamente a real intenção de quem está ingressando nas dependências da Assembleia”, diz o deputado.

Já Gil Diniz, também do PSL, afirma que o assalto é uma ‘tragédia anunciada’. “Era questão de tempo para ter uma movimentação como essa, um assalto a um banco, a um gabinete”.

“A gente fica contando com a sorte, o efetivo da PM é pequeno, e poderíamos ter outras medidas de segurança”, afirma. “Alguns deputados têm armas de fogo e seguranças armados para proteger seus assessores e o público. É um dia lamentável, e uma vergonha para o Poder Legislativo passar por uma situação que poderia ter sido evitada”.

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