Homem da mala vai para Papuda na quarta-feira

Homem da mala vai para Papuda na quarta-feira

Com a nova data, a transferência de Rocha Loures, homem de confiança do presidente Michel Temer, se dará em meio ao julgamento histórico no TSE que pode cassar o presidente. Inicialmente, o ex-assessor seria ouvido nesta segunda-feira, 5

Fabio Serapião e Fausto Macedo

05 de junho de 2017 | 10h35

Michel Temer e Ricardo Rocha Loures. Foto: JBatista / Agencia Camara

A Polícia Federal informou na manhã desta segunda-feira, 5, que a transferência do ex-deputado e ex-assessor de Michel Temer, Rodrigo Rocha Loures, para o presídio da Papuda será realizada na quarta-feira, 7. Flagrado correndo com uma mala de R$ 500 mil, o peemedebista está preso desde o sábado, 3, na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal.

Com a mudança da data – inicialmente a ida para a Papuda seria nesta segunda-feira, 5 -, a transferência se dará em meio ao julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O julgamento histórico começa na terça-feira, 6.  A expectativa agora é saber se Rocha Loures será ouvido pela PF e se optará por contar o que sabe sobre os fatos ou manterá o silêncio diante os investigadores. A PF informou que não divulgará informações sobre o depoimento.

Rocha Loures é o homem de confiança do presidente Michel Temer flagrado, em ação controlada da Polícia Federal sobre executivos da JBS, recebendo uma mala de dinheiro de R$ 500 mil do diretor de Relações Institucionais da J&F, Ricardo Saud. O parlamentar foi afastado do cargo após decisão do Supremo Tribunal Federal, no dia 18 de maio.

Em áudio gravado por Joesley, em visita às escondidas no Palácio do Jaburu, Michel Temer indica Loures para ser seu interlocutor junto à empresa. O peemedebista afirmou, durante as gravações, que o empresário poderia tratar de qualquer assunto com o deputado.

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Loures é acusado de receber propinas de R$ 500 mil semanais em troca de influência sobre o preço do gás fornecido pela Petrobrás à termelétrica EPE – o valor da propina, supostamente ’em benefício de Temer’, como relataram executivos da JBS, é correspondente a 5% do lucro que o grupo teria com a manobra.

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