Home office 4.0

Home office 4.0

Efigenia Vieira*

04 de abril de 2020 | 04h00

Efigênia Vieira. FOTO: ADRIANA PORTO

De tendência à realidade. Parecia fácil, encaixado em belíssimos artigos e cartilhas amplamente escritas e compartilhadas por todos. O momento chegou no dia-a-dia de equipes dos mais variados portes e especializações. Para muitos não haverá novidades. Entretanto, será desafiador e uma experiência nova para uma grande parcela de pessoas e empresas. A sua missão no mundo do trabalho, hoje, é a alternativa para garantir a saúde, a economia e, consequentemente, o emprego de muitos.

O mundo nunca mais será o mesmo depois da pandemia da Covid-19. Aprenderemos com os erros e ajustes. É preciso engajamento e transparência de comandantes, que deverão manter o pânico e a baixa moral longe de seus times de alto valor. As palavras de ordem se mantêm – saúde, motivação, produtividade e emprego.

Líderes e boas práticas caminhando juntos!

Aprendizado: Para muitos haverá o aprendizado construtivo. Saibam que existe uma curva para todos entenderem e se pôr em marcha à uma realidade nova para muitos. A conhecida “curva de aprendizagem”. Este período é único e merece a atenção de outros membros da equipe, ou seja, aqueles que puderem absorver mais rapidamente as novas formas de trabalho. Colaborar é preciso. Outra competência 4.0 na linha de frente.

Comunicação: Contatos claros e transparentes são fundamentais. Você terá, mais do que nunca, a sua habilidade de informação como vetor importante neste momento. O ato de se comunicar precisa ser praticado incansavelmente no dia a dia e, principalmente, em momentos de incertezas. Quando a comunicação é escassa, a desinformação tende a fomentar conflitos e retrabalhos.

Transparência: O gestor ou o líder de projetos, deverá responder por questionamentos de forma clara e precisa. A transparência e a proatividade na informação são as melhores políticas. Quanto mais os colaboradores sentirem confiança na empresa e em seus líderes, mais produtivos serão.

Atenção à rotina comportamental: Os colaboradores ainda não engajados por diversos fatores, muitos deles emocionais, com baixa energia e desinteresse pelo trabalho, merecem atenção. Podem comprometer a boa realização dos demais e ameaçar o clima positivo instalado. Terão sempre justificativas para o não cumprimento de prazos de entrega e erros na qualidade do resultado final a eles confiados. Redobre a atenção. Esteja atento quanto a possíveis boicotes. Muitas das vezes por fragilidades emocionais.

Feedback, por favor: O feedback em qualquer momento é essencial. Tenha sempre um período para esta ação. Não deixe de pontuar o que não está indo bem, mas, principalmente, tenha uma atitude positiva estimulando o engajamento e a relevância de cada um neste momento de vital importância para todos, para o próprio negócio e, enfatizando, o emprego/trabalho.

Seja coletivo e pessoal ao mesmo tempo: Todos nós valorizamos feedbacks e trocas de experiências. Torne válido um momento particular sempre que detectar necessário. Estimule todos a estabelecer conexões saudáveis e em prol do autoconhecimento e de entregas que, somadas, irão refletir a consciência do time. Dê voz a todos para se manifestarem.

Reconhecimento como mola propulsora: Várias pesquisas já apresentaram que a remuneração não é o mais importante para manter o colaborador na empresa. O momento não permite prêmios financeiros, mas é ideal para o reconhecimento de trabalhos ainda melhores dos realizados em situação normal e em ambientes formais. Não poupe elogios e outras diversas formas de estímulo. Afinal, será um período apenas e nada poderá deixar de lado, recompensas futuras e valorizações no presente. O segredo está em fazer com que todos se sintam valorizados e muito importantes como de fato o são.

Mantenha o foco: Concentre-se mais ainda. O trabalho em casa traz muitas compensações, mas pode estimular a desatenção. Distrações podem romper com elos da cadeia de colaboração e investimento e não contribuem para o êxito de todos.

*Efigenia Vieira, CEO da Upside Group

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