Herdeiro da OAS passa mal durante interrogatório na Lava Jato

Cesar Mata Pires Filho estava sendo interrogado na 13.ª Vara Federal Criminal de Curitiba, em ação penal em que é acusado por suspeita de distribuir propinas a ex-dirigentes da Petrobrás e do Fundo Petros no âmbito das obras da Torre Pituba, sede da estatal petrolífera em Salvador que teve superfaturamento estimado em R$ 1 bilhão; o Estado apurou que ele teria sofrido um infarto e, após ser levado ao hospital, está consciente

Luiz Vassallo e Fausto Macedo/SÃO PAULO e Julio Cesar Lima/CURITIBA

08 de julho de 2019 | 17h52

O herdeiro da construtora OAS, César Mata Pires Filho, passou mal durante interrogatório ao juiz federal Luiz Antonio Bonat, na 13ª Vara Federal de Curitiba, nesta segunda, 8, em ação penal a respeito de supostas fraudes e propinas de R$ 67,2 milhões na construção da Torre de Pituba, sede da Petrobrás em Salvador. Somente um dos três interrogatórios previstos para esta segunda, 8, foi realizado. O empreiteiro seria o segundo na lista. Após o ocorrido, os demais depoimentos foram suspensos. O Estado apurou que as primeiras informações são de que ele infartou, e que, após ser levado ao hospital, está consciente.

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“Durante o interrogatório de César de Araújo Mata Pires Filho, o mesmo foi acometido de um mal súbito, que motivou o atendimento médico emergencial e o encaminhamento do mesmo ao hospital para atendimento. Diante desse fato, restou suspensa a continuidade da audiência, inclusive, pelo estado emocional de todos os presentes, que acompanharam o ocorrido. Assim, foi deliberado após consulta ao MPF e às Defesas, pelo adiamento das audiências programadas para esta semana, inclusive, do denunciado Manoel Ribeiro Filho”, anotou o juiz federal Luiz Antonio Bonat.

Pires se sentiu mal durante depoimento e foi levado para um hospital. Ele é um dos 8 executivos da empreiteira que são acusados na ação. As audiências dos acusados significam a reta final da ação penal. Após o último interrogatório, o prazo é aberto para que todas as defesas e o Ministério Público apresentem suas alegações finais, e a ação, enfim, seja sentenciada.

Em nota, a assessoria da JF informou que “o médico cardiologista da Justiça Federal do Paraná fez o primeiro atendimento a César de Araújo Mata Pires Filho. Na seqüência, ele foi encaminhado ao Hospital Santa Cruz”.
Já o hospital confirmou a internação de César Pires, mas alegou não pode repassar o seu estado de saúde.

“Por questões legais, o Hospital Santa Cruz não está autorizado a divulgar informações sobre qualquer internamento ou procedimento, inclusive os relacionados à Operação Lava Jato. O hospital preza pelo bem-estar e privacidade de todos os seus pacientes e acompanhantes, bem como daqueles que procuram o local para consultas e exames”, informou.

Além de César Pires, estavam previstos os depoimentos de David Arazi e Manuel Ribeiro Filho.

Segundo o Ministério Público Federal, no Paraná, as contratações fraudulentas e pagamentos de vantagens indevidas no esquema na Torre de Pituba se estenderam de 2009 a 2016.

As obras da Torre Pituba foram alvo da Operação Sem Limites, 56.ª fase da investigação, em 23 de novembro, com o cumprimento de prisões e buscas e apreensões.

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