Hartung recebeu mais de R$ 1 mi em propina, diz delator

Hartung recebeu mais de R$ 1 mi em propina, diz delator

Governador do Espírito Santo (PMDB) pegou valores em 2010 e em 2012, de acordo com executivo da Odebrecht Benedicto Barbosa da Silva Júnior

Breno Pires, de Brasília, e Vitor Tavares, de São Paulo

11 de abril de 2017 | 20h08

Paulo Hartung. Foto: Gabriel Lordello/Estadão

Paulo Hartung. Foto: Gabriel Lordello/Estadão

O governador do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB), teria recebido mais de R$ 1 milhão em propinas para campanhas eleitorais dos anos de 2010 e 2012. As informações estão na delação do ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura Benedicto Barbosa da Silva Júnior, homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Documento

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, deferiu o pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pelo ‘reconhecimento da incompetência’ da Corte máxima no caso do governador capixaba, autorizando a utilização da delação no Superior Tribunal de Justiça (STJ) – foro competente para processar e julgar chefes de Executivos estaduais.

Hartung teria recebido pagamentos indevidos da Odebrecht no valor de R$ 1,08 milhão, parcelados nos meses de setembro de 2010 e setembro de 2012. No documento, Fachin esclarece que o relato é ‘acompanhado de documentos que, em tese, comprovariam esses pagamentos’.

Em 2010, Hartung, então governador, apoiou o eleito José Renato Casagrande (PSB).

COM A PALAVRA, PAULO HARTUNG
Nota

O governador Paulo Hartung não disputou as eleições de 2010 e 2012. Portanto, é leviana, mentirosa e delirante a citação de que ele teria recebido recursos da construtora Odebrecht. O governador afirma que acusações infundadas como essa só contribuem para confundir, tumultuar a investigação e manchar a trajetória das pessoas de forma irresponsável.

Assessoria de imprensa do governador Paulo Hartung

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