Halloween x cultura corporativa

Halloween x cultura corporativa

Cláudia Danienne Marchi*

01 de novembro de 2021 | 03h00

Cláudia Danienne. FOTO: DIVULGAÇÃO

O Halloween pode ser mais do que um dia de brincadeira nas empresas, ele é um bom tema organizacional para se trabalhar a “Cultura Corporativa”. A data festejada em alguns países pelo mundo, como Irlanda, Inglaterra, USA, China, México etc, chegou ao Brasil há algumas décadas e, ainda que um pouco descontextualizado, tenta emplacar. Há dúvidas sobre a relevância aqui no país, afinal, temos tantos personagens do folclore brasileiro que muitos desconhecem e não valorizam, entretanto, penso que não precisamos ser excludentes e, sim, compreendermos e darmos espaço para a culturas e experiências diferentes. Tenhamos em mente que há espaço para valorizar nossas crendices e folclore popular, assim como os estrangeiros. Aqui, inclusão e diversidade já podem ser grandes e importantes analogias.

Segundo historiadores, o Halloween tem suas raízes no Reino Unido, derivado de “All Hallows’ Eve” – “Hallow” é uma terminologia para “santo”, e “eve” – “véspera”. Deste modo, a noite anterior ao Dia de Todos os Santos, celebrado em 1º de novembro. Em vários países a tratativa é diferenciada, tanto na forma quanto na intenção. Para alguns, é uma data para iluminar o caminho dos mortos, para outros, travessuras ou gostosura, ou “trick or treat”, a famosa pergunta de crianças de língua anglo-saxônica.

Diante desse tema que se tornou um ápice de comemoração em condomínios, escolas e empresas, posso enumerar algumas conexões que relevantes a serem feitas no âmbito corporativo:

Flexibilidade do modelo mental:  exercitar que existem diferenças para se chegar ao mesmo resultado ou o contrário, compreender que o que parece óbvio, carrega muitas distinções. Um oriental e um ocidental podem fazer cálculos matemáticos com formas diferentes para se chegar ao mesmo resultado. Ou até mesmo o cumprimento cordial pode ser bem próprio e ter várias formas de ser manifestado.

Cultura diversificada: quanto mais você conhece hábitos, costumes, valores de outras nações, mais inclusivo e empático você fica. Isto abre portas para trabalhos de equipes, e traz resultados maiores e melhores pela soma de diferentes mentalidades.

Conhecimento plural: a partir de múltiplos dados vindos de um repertório além do seu, é possível transformar informação em conhecimento.

Respeito: não seja arrogante com ar de supremacia sobre tradições, legado etc. Mesmo que não combinem com você, respeite uma história.

Propósito: se estiver em um período que parece que as “bruxas estão soltas”, literalmente, resgate o equilíbrio para dar sentido ao que está fazendo. Resgate e dê mais valor à satisfação daquilo que realiza, do que aos problemas inerentes à sua atividade.

Celebrar é importante, mas lembre-se de dotar de conteúdo. Vivemos em um mundo que às vezes a superficialidade é tão presente. Que tal mudar isto com simples atitudes? Vamos muito além de “trick or treat”!

*Cláudia Danienne Marchi é psicóloga organizacional, empresária, sócia-proprietária da Degoothi Consulting

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