Greenfield move três ações de improbidade contra 13 por gestão temerária de fundos e cobra R$ 800 milhões

Greenfield move três ações de improbidade contra 13 por gestão temerária de fundos e cobra R$ 800 milhões

Força-tarefa quer devolução de prejuízos causados aos fundos Petros, Funcef e Previ por aportes de R$ 275 milhões a fundo de investimentos em participações

Paulo Roberto Netto

01 de novembro de 2020 | 13h00

A força-tarefa Greenfield abriu três ações de improbidade contra 13 pessoas acusadas de gestão temerária e prejuízos financeiros aos fundos de pensão Petros, Funcef e Previ. A investigação mirou aportes realizados entre 2011 e 2016 no Fundo de Investimentos em Participações Brasil Petróleo 1 (FIP BP1). Os prejuízos totais chegam a R$ 800 milhões, montante exigido como reparação aos denunciados.



Segundo a Procuradoria, os fundos de pensão decidiram aderir ao FIP Brasil Petróleo 1 para garantir participação acionária em companhias brasileiras de suprimento de bens e serviços para a indústria de petróleo e gás. Os investimentos no FIP BP1 chegaram a R$ 275 milhões, que foram direcionados a três empresas: Brasil Petróleo Participações, Deepflex e Poseidon.

Os aportes, porém, não trouxeram rentabilidade aos pensionistas da Petros, Funcef e Previ. Pelo contrário, segundo o Ministério Público Federal, os gestores responsáveis pelos investimentos teriam agido de forma irresponsável ao desrespeitar princípios de segurança e até as normas internas dos fundos.

Força-tarefa Greenfield. Foto: MPF/Divulgação

A Procuradoria destaca que tais ações não seriam erros, pois os responsáveis pelos investimentos tinham qualificação e conhecimentos técnicos suficientes para saber a temeridade dos aportes que planejavam realizar.

Além disso, o MPF alega que as duas empresas que receberam os investimentos feitos no FPI, a Brasil Petróleo Participações e a Deepflex do Brasil, teriam sido constituídas para possibilitar aportes na americana Deepflex Inc, burlando o regulamento do fundo de investimento que proíbe aportes em empresas estrangeiras.

COM A PALAVRA, OS ACUSADOS
A reportagem busca contato com os acusados. O espaço está aberto a manifestações (paulo.netto@estadao.com)

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