Greca aciona Procuradoria após juiz recusar dispensa do Tribunal do Júri de enfermeira que coordena centro de vacinação em Curitiba

Greca aciona Procuradoria após juiz recusar dispensa do Tribunal do Júri de enfermeira que coordena centro de vacinação em Curitiba

Magistrado negou liberar servidora por considerar que ela não comprovou que não poderia ser substituída; prefeito afirma que decisão causou 'transtornos administrativos' e pode atrapalhar imunização

Rayssa Motta e Fausto Macedo

11 de maio de 2021 | 05h00

Juiz negou pedido para dispensar enfermeira de Tribunal do Júri. Foto ilustrativa: Ricardo Marajó/Prefeitura de Curitiba

O prefeito de Curitiba, Rafael Greca (DEM), acionou a Procuradoria Geral de Justiça do município para tentar derrubar uma decisão que obriga a enfermeira responsável pela coordenação da vacinação contra a covid-19 em um dos pavilhões da cidade a se ausentar das funções para participar como jurada no julgamento de um homem acusado por homicídio qualificado.

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Após consultar a Secretaria de Saúde, o prefeito afirmou que a decisão causou ‘transtornos administrativos’ e pode ‘atrapalhar a boa execução dos serviços municipais de vacinação’.

A servidora chegou a pedir dispensa do Tribunal do Júri, mas o juiz Sérgio Bernardinetti, da Vara Criminal de Piraquara, concluiu que ela não foi capaz de comprovar que não poderia ser substituída no ponto de imunização contra o coronavírus instalado no Parque Barigui.

“A atividade de jurado é um dever cívico obrigatório e, profissionalmente, sobretudo no serviço público, ninguém é insubstituível, havendo toda uma gama de profissionais da saúde aptos a assumir sua função. Assim, havendo ausência de provas aptas a comprovar o justo impedimento, indefiro o pedido”, escreveu o magistrado.

No ofício encaminhado à procuradora-geral do município, Vanessa Volpi, o prefeito diz que a servidora tem a função de organizar toda a escala de trabalho, treinamento e o processo de vacinação de milhares de pessoas por dia e sua ausência ou substituição prejudica ‘sobremaneira’ o bom andamento do trabalho de imunização. “Prioritário numa pandemia como é a de covid-19”, afirma.

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