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Grampos da Lava Jato do Rio mostram fraudes e corrupção até na pandemia, revela Procuradoria

Segundo o Ministério Público Federal, grupo alvo da Operação Favorito nesta quinta, 14, era investigado desde 2019; medidas ostensivas foram autorizadas em fevereiro e adiadas em razão da pandemia; crimes em andamento motivaram as ações nesta manhã, ‘em razão do risco de novos desvios’, diz o MPF

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Foto do author Fausto Macedo
Por Pepita Ortega , Rayssa Motta e Fausto Macedo
Atualização:

 

Segundo o Ministério Público Federal, interceptações telefônicas da Lava Jato identificaram que o grupo criminoso alvo da Operação Favorito nesta quinta, 14, se valeu da situação de calamidade relacionada à pandemia do novo coronavírus para obter contratos de forma ili?cita com o poder pu?blico e além disso vinha destruindo provas sobre o esquema e realizando ações de contrainteligência. Segundo a Procuradoria, o grupo era investigado desde 2019 e a operação estava autorizada desde fevereiro, mas as medidas ostensivas haviam sido adiadas por causa da Covid-19. No entanto, os crimes em andamento motivaram as ações nesta manhã, 'em raza?o do risco de novos desvios', diz o MPF.

O ex-deputado estadual Paulo Melo e o empresário Mário Peixoto foram presos no âmbito da 'Favorito' na manhã desta quinta, 14. Além da ação da força tarefa, foi aberta uma outra ação com o mesmo nome e alvos em comum pelo Ministério Público do Estado, para apurar desvios de mais de R$ 3 milhões em recursos da saúde do Estado.

Documento

Decisão fevereiro

 

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Decisão Favorito

 

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Pedido MP 

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Além das prisões de Paulo Melo e Mário Peixoto, a PF cumpriu outros três mandados de busca e apreensão e fez 45 buscas em endereços do Rio de Janeiro e Minas. Segundo o MPF, também foram intimadas 11 pessoas para depor no âmbito do inquérito, sendo que tais medidas se deram em substituição a prisões temporárias solicitadas anteriormente.

A ação da Lava Jato é um desdobramento das das Operac?o?es Descontrole, Quinto do Ouro e Cadeia Velha, que investigaram crimes envolvendo Conselheiros do Tribunal de Contas e Deputados Estaduais da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, informou a Procuradoria.

Segundo o MPF, as investigac?o?es se referem a desvios em contratos na a?rea da sau?de envolvendo organizac?o?es sociais e contaram medidas de interceptac?a?o telefo?nica, quebras de sigilos fiscal, banca?rio, telefo?nico, telema?tico e cooperac?a?o juri?dica internacional, autorizadas judicialmente.

Em fevereiro o juízo da 7ª Vara Federal Criminal do Rio autorizou as medidas requeridas pela Procuradoria e a PF, mas a fase ostensiva da investigação acabou adiada por causa da pandemia do novo coronavírus.

No entanto, segundo os investigadores, com o prosseguimento das interceptac?o?es telefo?nicas e telema?ticas, foi possi?vel colher provas de que a organizac?a?o criminosa 'persistiu com as pra?ticas criminosas mesmo durante o agravamento da pandemia, inclusive se valendo da situac?a?o de calamidade que autoriza a contratac?a?o emergencial e sem licitac?a?o para obter contratos de forma ili?cita com o poder pu?blico'.

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"Ale?m disso, constatou-se, atrave?s de dia?logos interceptados em marc?o e abril de 2020, que a organizac?a?o criminosa vinha destruindo provas e realizando ac?o?es de contraintelige?ncia", afirmou a Procuradoria em nota.

Assim, a PF e o MPF requereram ao jui?zo que fossem cumpridos os mandados de prisa?o preventiva e de busca e apreensa?o ja? expedidos, bem como autorizadas novas medidas em relac?a?o a investigados e fatos que surgiram no curso das investigac?o?es.

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