Governo põe delegada com formação na França para órgão de recuperação de ativos após queda de antiga aliada de Moro na Lava Jato

Governo põe delegada com formação na França para órgão de recuperação de ativos após queda de antiga aliada de Moro na Lava Jato

Silvia Amélia Fonseca de Oliveira foi escolhida para chefiar o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) e vai substituir Érika Marena, que teve papel central no início da apuração do escândalo de corrupção e lavagem de dinheiro na Petrobrás na Lava Jato

Rayssa Motta e Fausto Macedo

23 de julho de 2020 | 12h11

A delegada Silvia Amélia Fonseca de Oliveira, que assumiu o DRCI. Foto: Divulgação

A delegada Silvia Amélia Fonseca de Oliveira foi nomeada para dirigir o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. A escolha foi oficializada em portaria assinada pelo chefe da pasta, André Mendonça, na última sexta-feira, 17.

Silvia, que fez mestrado em Relações Internacionais na França, compõe os quadros da Polícia Federal desde 2006 e já foi chefe da Divisão de Cooperação Jurídica Internacional da corporação.

Documento

Até junho, o cargo no DRCI era ocupado pela também delegada Érika Marena, que acabou exonerada após a saída de Sergio Moro do governo. Érika trabalhou nos primeiros anos da Operação Lava Jato em Curitiba e acompanhou o ex-juiz federal em Brasília desde os trabalhos de transição ministerial.

A delegada Erika Marena. Foto: Dida Sampaio/Estadão

O DRCI integra as ações de combate à corrupção, lavagem de dinheiro e crime organizado transnacional no Ministério da Justiça. O órgão é responsável pela interlocução com autoridades estrangeiras e intermediação de acordos de cooperação, além da recuperação de recursos.

 

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