‘Gostaríamos de convencer os parlamentares’, diz Moro sobre projeto contra o crime

‘Gostaríamos de convencer os parlamentares’, diz Moro sobre projeto contra o crime

Ministro da Justiça declarou nesta segunda, 4, que espera a aprovação pelo Congresso das mudanças propostas na legislação para endurecer o combate à criminalidade violenta e organizada

Breno Pires e Fabio Serapião/BRASÍLIA

04 de fevereiro de 2019 | 13h30

Após apresentar sua proposta de projeto de lei contra crime organizado, violento e corrupção, o ministro Sérgio Moro, da Justiça e Segurança Pública, afirmou à imprensa nesta segunda, 4, que espera a aprovação no Congresso das mudanças que está propondo, mas disse estar aberto a sugestões. Ele sustentou que o projeto ‘é do governo federal e da sociedade’.

“Conversamos com muita gente para aprimorar o projeto. A ideia é enviar o projeto em breve para a Câmara. Vamos esperar o restabelecimento da saúde do presidente, que é projeto dele, do governo, não do Ministério da Justiça”, disse Moro.

Ele comentou que conversou nesta segunda cedo com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sobre o projeto, e que está à disposição para ir ‘quantas vezes necessário ao Congresso’ explicar as propostas.

DIDA SAMPAIO/ESTADAO

“Nós já estamos agendando reuniões e gostaríamos de convencer os deputados e parlamentares, para ter aprovado em prazo curto ou médio prazo. Estamos abertos a sugestões e alterações, não tenho pretensão de ser dono da verdade”, disse o ministro.

O ex-juiz federal da Lava Jato comentou também que a apresentação de um projeto de fortalecimento de combate ao crime foi uma das razões pelas quais aceitou o convite de vir a Brasília trabalhar no governo Jair Bolsonaro.

“Quando fui convidado por Bolsonaro falei que prioridade seria um projeto de lei. Não para minha surpresa mas para minha satisfação Bolsonaro concordou inteiramente com essa proposição. Também é desejo dele diminuir a criminalidade, crime violento e corrupção”, disse Moro.

Articulação. Como o Estado mostrou nesta segunda-feira, Moro mergulhou em articulações políticas no seu primeiro mês na nova função. Em 30 dias no cargo, recebeu pelo menos 21 parlamentares, além de governadores e prefeitos, de 15 partidos diferentes.

Nas reuniões, ouviu sugestões de como tornar o texto “palatável” e evitar novas derrotas, a exemplo de outras iniciativas parecidas que enfrentaram resistência, como as 10 Medidas de Combate à Corrupção.

O ministro optou por deixar o projeto enxuto para facilitar a tramitação e planeja incluir outros pontos, considerados mais polêmicos, para uma segunda etapa. Entre eles está a criminalização do enriquecimento ilícito.

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