Goiás afasta servidores do presídio que deixaram entrar carne para churrasco do Cachoeira

Goiás afasta servidores do presídio que deixaram entrar carne para churrasco do Cachoeira

Contraventor que cumpre pena de 6 anos e oito meses de reclusão no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia recebeu na sexta-feira, 1, quatro quilos de carnes, dois de tomate e dois de mandioca, mas convescote acabou frustrado

Julia Affonso e Fausto Macedo

06 Junho 2018 | 12h12

Carlinhos Cachoeira. Foto: Dida Sampaio/Estadão

A Diretoria-Geral de Administração Penitenciária de Goiás afastou três servidores do Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia sob suspeita de terem facilitado a entrada de carnes, tomate e mandioca para um churrasco do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, na sexta-feira, 1. Foi aberto procedimento administrativo para apurar a conduta dos funcionários e processo disciplinar contra Cachoeira.

As informações sobre o churrasco que acabou frustrado foram divulgadas pelo portal G1 e confirmadas pelo Estadão.

+ Justiça do Rio manda prender Carlinhos Cachoeira

Carlinhos Cachoeira cumpre pena em Aparecida de Goiânia de 6 anos e oito meses de reclusão por fraudes na Loteria Esportiva do Rio (Loterj).

A Diretoria-Geral de Administração Penitenciária informou, em nota, que o serviço de inteligência já identificou servidores do complexo prisional que autorizaram a entrada da carne e dos demais ingredientes ‘não permitidos no local’ para o churrasco do contraventor.

A carne, o tomate e a mandioca de Cachoeira entraram no presídio em um Toyota Corolla placa PQW-2576. A investigação preliminar dá conta que ‘um amigo’ do contraventor enviou a mercadoria que seria usada para o churrasco de fim de semana.

COM A PALAVRA, CACHOEIRA

A reportagem está tentando contato com a defesa de Cachoeira.

LEIA A ÍNTEGRA DA NOTA DA DIRETORIA-GERAL DE ADMINISTRAÇÃO PENITENCIÁRIA (DGAP)

“Após informações repassadas pelos serviços de inteligência de que, na última sexta-feira, 1/6, servidores lotados no Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia haviam autorizado a entrada de produtos não permitidos no local, a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária informa que determinou o imediato afastamento de todos os servidores envolvidos, de plantão no local.”

“Por volta das 18h30, o chefe de equipe da unidade autorizou os policiais militares que trabalhavam na portaria principal do complexo, a permitir a entrada do veículo Toyota Corolla, placa PQW 2576, que, de acordo com a revista realizada, levava cerca de quatro quilos de carnes, dois quilos de tomate e dois quilos de mandioca. Segundo o servidor, um amigo havia mandado os produtos para que eles fizessem um churrasco no local.”

“Tão logo tomou conhecimento do assunto, a direção da DGAP determinou, além do afastamento dos servidores, a abertura de procedimento administrativo para apuração dos fatos.”

“De acordo com o apurado, os produtos foram destinados ao preso Carlos Augusto Ramos, que vai responder a procedimento disciplinar.”

Mais conteúdo sobre:

GoiásCarlinhos Cachoeira