Globalização do supply chain é impulsionada pela disrupção tecnológica

Globalização do supply chain é impulsionada pela disrupção tecnológica

Isabel Nasser*

27 de outubro de 2021 | 03h00

Isabel Nasser. FOTO: DIVULGAÇÃO

Por muitos anos a área de comércio exterior foi considerada apenas mais um departamento dentro das empresas, com pouca influência nas tomadas de decisão e na estratégia de negócios das organizações.

No entanto, a disrupção tecnológica que temos vivido na última década facilitou a abertura de fronteiras entre países e alavancou a área de comex, que atualmente desempenha um papel muito mais estratégico dentro das empresas, com muito mais foco nos negócios, atendimento dos clientes internos e reais impactos que uma boa operação de supply chain podem gerar.

Essas mudanças têm sido fundamentais para mudar também o mindset das organizações em relação ao papel do comércio exterior e supply chain em suas estratégias de negócios. A cadeia de suprimentos, antes vista como mais uma ferramenta de trabalho, hoje já é o alicerce dos principais negócios de muitas empresas, de gigantes varejistas a startups em estágio embrionário.

A globalização da cadeia de suprimentos foi impulsionada pela disrupção tecnológica e tem ganhado espaço cada vez maior no Brasil. Para apoiar essa evolução no país, a Receita Federal tem feito um grande movimento para simplificar os processos de importação e exportação permitindo que as cadeias de suprimentos atendam a demanda dos clientes por rapidez e eficiência.

O setor de comércio exterior passa por transformações de forma muito rápida. Por exemplo, a realidade de dois anos atrás não é a mesma de hoje.

Novos cenários são construídos e desconstruídos muito rapidamente, o que exige um conhecimento aprofundado dos negócios da empresa, bem como das questões legais da atuação no mercado internacional. E mais importante: quem norteia essas mudanças são os próprios clientes, sejam B2B ou B2C, que buscam soluções ágeis, simples e informação em tempo real para suas necessidades.

Aqui, a palavra-chave é informação. Ela está em constante evolução, assim como a necessidade de cada organização quanto aos tipos de dados que são necessários para melhorar o desempenho estratégico e operacional do negócio.

Por isso, em movimentos cíclicos, as empresas tendem a internalizar ou terceirizar as atividades relacionadas ao comércio exterior, de acordo com as suas necessidades, considerando o core business e quais estágios do supply chain são estratégicos para a organização.

Assim, o uso de plataformas de integração e gestão das atividades voltadas ao comércio exterior passam a agregar ainda mais valor à operação, trazendo visibilidade e entendimento do negócio.

Essa jornada é como subir degraus: um processo possível para negócios de micro e pequeno porte até empresas de grande porte. É preciso preparar-se com planejamento, foco e estratégia, entendendo que seguir e se antecipar às tendências do setor é fundamental para a sustentabilidade dos negócios, crescimento e solidificação de sua marca, inclusive no mercado internacional.

*Isabel Nasser, cofundadora e CEO da Kestraa

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