Gilmar também solta presidente do PR

Gilmar também solta presidente do PR

Ministros do Supremo acolhem pedidos de habeas corpus para ex-ministro e ex-senador e seu genro, investigados na Operação Caixa D' Água, por propinas de R$ 3 milhões da JBS para o ex-governador Garotinho

Rafael Moraes Moura e Amanda Pupo/ BRASÍLIA, e Luiz Vassallo / SÃO PAULO

20 Dezembro 2017 | 21h20

Correções: 20/12/2017 | 22h12

Antonio Carlos Rodrigues, presidente do PR. Foto: Ed Ferreira/Estadão

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes, mandou soltar o presidente do PR, Antonio Carlos Rodrigues. Ministro acolheu habeas corpus seguindo os mesmos fundamentos adotados por Dias Toffoli, no Supremo Tribunal Federal, para soltar Fabiano Rosas, genro de Rodrigues.

O ex-senador e ex-ministro dos Transportes (Governo Dilma – 2012/2014), entregou-se à Polícia Federal, em Brasília, no dia 28 de novembro, depois de uma semana foragido.

Ele e o seu genro são alvos da Operação Caixa D’Água, investigação sobre propina de R$ 3 milhões da JBS para a campanha do ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PR).

COM A PALAVRA, DANIEL BIALSKI, QUE DEFENDE ANTONIO CARLOS E FABIANO

“A operação Caixa D’água envolveu doações ao governador Anthony Garotinho. A partir da decisão inicial, o TSE estendeu os efeitos iniciais da decisão deferida pelo STF para Fabiano, para o ex-ministro e Presidente do PR e outro coacusado. As decisões declararam que a decisão inicial possuía motivação inidônea e nada indicava que seriam uma ameaça à ordem pública e instrução. Agora eles responderão em liberdade mediante condições”, explica Bialski.

Correções
20/12/2017 | 22h12

Inicialmente, a reportagem informou que Dias Toffoli era responsável pela decisão de soltar Antonio Carlos Rodrigues. No entanto, a decisão foi do ministro Gilmar Mendes. Toffoli soltou, na verdade, Fabiano Rosas, genro de Rodrigues.