Gilmar solta ‘operador administrativo’ de propinas de Sérgio Cabral

Gilmar solta ‘operador administrativo’ de propinas de Sérgio Cabral

Em habeas corpus, ministro do Supremo substituiu por medidas cautelares decreto de prisão preventiva do ex-secretário de Governo do Rio Wilson Carlos, recluso desde novembro de 2016 na Operação Calicute

Paulo Roberto Netto

07 Dezembro 2018 | 17h52

Wilson Carlos durante depoimento na Lava Jato. Foto: Reprodução

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, mandou soltar o ex-secretário de Governo do Rio de Janeiro, Wilson Carlos, preso desde novembro de 2016 no âmbito da Operação Calicute, desdobramento da Lava Jato.

Wilson Carlos atuou na gestão do ex-governador Sérgio Cabral (MDB), também preso na Lava Jato, e foi acusado de ser o ‘operador administrativo’ do esquema de propinas de R$ 2,7 milhões ajustadas pela empreiteira Andrade Gutierrez em contratos do governo, incluindo os relativos a obras de terraplanagem no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

O ex-secretário supostamente era responsável pela forma de pagamento e cobrança das vantagens indevidas, afirmou o Ministério Público Federal ao apresentar denúncia.

Gilmar Mendes substituiu a prisão preventiva por três medidas cautelares: a proibição de manter contato com os demais investigados, a proibição de deixar o país e entrega de passaporte, e o recolhimento domiciliar noturno e nos fins de semana e feriados.

O pedido de soltura de Wilson Carlos foi apresentado no processo que analisava o habeas corpus do ex-secretário de Obras de Cabral, Hudson Braga, solto em maio por Gilmar Mendes.