Gilmar Mendes acusa PT de ‘fraude’ ao recuar de ação contra impeachment

Gilmar Mendes acusa PT de ‘fraude’ ao recuar de ação contra impeachment

Parlamentares da sigla desistiram de mandado de segurança questionando ato do presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) ao saberem que foi distribuído para Mendes

Fausto Macedo, Clarice Couto e Mateus Coutinho

04 Dezembro 2015 | 13h10

Ministro Gilmar Mendes (à esq.), no Supremo. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Ministro Gilmar Mendes (à esq.), no Supremo. Foto: Dida Sampaio/Estadão

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes disse nesta sexta-feira, 4, que “percebeu que o PT está querendo fazer um test-drive de juízo no Tribunal, quer dizer, o juiz a quem cair a demanda é confiável ou não segundo os critérios por eles estabelecidos”.

A manifestação do magistrado ocorre um dia após deputados do PT entrarem com um mandado de segurança no STF contra a decisão do presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ)  de acatar o pedido de impeachment de Dilma e desistirem da ação ao saberem que ela foi distribuída para Mendes.

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Indagado sobre recuo do partido ao saber que a distribuição da ação caiu em suas mãos e se isso caracteriza uma fraude, o ministro disse: “Eu mandei que isso fosse encaminhado para Ordem dos Advogados (do Brasil, OAB) para que se examine. O próprio impetrante, um dos impetrantes, é um ex-presidente da OAB. É preciso que isso seja examinado. Mas é evidente que é uma fraude processual.”

Para Mendes, “é evidente que estão tentando fazer esse tipo de seleção, o que mostra o baixo padrão ético”. Indagado se o partido do governo teme que ele decida questões relativas ao impeachment, o minsitro disse: “Eu não consigo entrar na cabeça e no espírito dessas pessoas. Mas é notório que estão tentando manipular a distribuição do Tribunal e isso não é devido.”

Gilmar Mendes afirmou ainda que a discussão sobre a suspensão do recesso no âmbito do poder Legislativo é questão de competência do Congresso. “Eles tes que fazer essa deliberação.

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