Gilmar diz que manteve contato com Aécio para falar sobre lei de abuso de autoridade

Gilmar diz que manteve contato com Aécio para falar sobre lei de abuso de autoridade

Um relatório da Polícia Federal apontou que ministro e senador realizaram 43 chamadas telefônicas via WhatsApp entre si no período entre 16 de março e 13 de maio deste ano

Rafael Moraes Moura e Breno Pires/ BRASÍLIA

19 de outubro de 2017 | 20h45

 

Brazilian Senator Aecio Neves, center left, pats the shoulder of Brazil’s Supreme Court Justice Gilmar Mendes at a legal conference in Lisbon, Thursday, March 31, 2016. Neves, the leader of the Social Democracy Party who narrowly lost to Dilma Rousseff in a 2014 presidential runoff, says the Brazilian government “has lost its legitimacy, the ability to run the country.” Besides Neves and Mendes, the conference included other participants seen as opponents of Rousseff.(AP Photo/Armando Franca)

Brasília, 19/10/2017 – Em nota encaminhada à imprensa, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, informou nesta quinta-feira (19) que manteve contato pelo celular com o senador Aécio Neves (PSDB-MG) para tratar do projeto de lei de abuso de autoridade.

Um relatório da Polícia Federal apontou que Gilmar Mendes e o senador realizaram 43 chamadas telefônicas via WhatsApp entre si no período entre 16 de março e 13 de maio deste ano.

De acordo com duas tabelas anexadas pela PF no relatório, referentes a dois celulares de Aécio Neves, teriam sido 38 chamadas com um celular de Aécio, e 5 com outro, dentro desse período de tempo. Do total de 43, 20 tiveram zero segundos de duração, sugerindo que não foram completadas. Outras 23 tiveram duração de tempo que variou entre alguns segundos e oito minutos.

“O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Gilmar Mendes, esclarece que manteve contato constante, desde o início de sua gestão, com todos os presidentes de partidos políticos para tratar da reforma política. Os encontros e conversas do ministro Gilmar Mendes são públicos e institucionais”, diz a nota do TSE.

“Especificamente quanto às ligações de abril, ressalta que estava em debate no Senado Federal o projeto de lei de abuso de autoridade, tratado nas referidas conversas e defendido publicamente pelo ministro desde 2009, inclusive em palestras, seminários, artigos e entrevistas”, completa a nota.

A PF destacou que Gilmar Mendes é relator de quatro inquéritos contra Aécio no STF e frisou que ao menos uma das ligações foi feita em um dia no qual o ministro deu uma decisão que suspendeu um interrogatório pelo qual o investigado deveria passar no dia seguinte.

“Não é possível conhecer a finalidade ou o contexto em que houve essas ligações, restando tão somente evidenciado a frequência de contato entre as autoridades em questão”, observou inicialmente a PF no relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal como parte das análises realizadas na Operação Patmos. (Rafael Moraes Moura e Breno Pires)

Tudo o que sabemos sobre:

Aécio NevesGilmar Mendes

Tendências: