Gestão de talentos: por que é importante entrar na era de dados?

Gestão de talentos: por que é importante entrar na era de dados?

Maria Eduarda Silveira*

21 de agosto de 2021 | 05h30

Maria Eduarda Silveira. FOTO: DIVULGAÇÃO

A tecnologia está moldando a realidade de inúmeras áreas e empresas ao redor do mundo. Termos como big data, machine e deep learning e inteligência artificial são usados a todo o momento e, muitas vezes, geram desconforto em profissionais que acreditam que esses “robôs” ficarão com os seus empregos ou até mesmo tornarão o trabalho menos relevante para o ser humano.

Embora esse tema esteja em alta há um tempo, ainda há muito para aprendermos sobre essa transformação digital que o mercado está vivendo, principalmente porque ela é muito mais que automatizar processos e criar robôs. Essa nova realidade se chama “sociedade 5.0” onde tecnologia é usada para tornar a vida do ser humano melhor e o trabalho mais gratificante.

Sabendo disso, é importante entender que big data é um termo para definir um conjunto de metodologias usadas para capturar, armazenar e processar um grande volume de dados provenientes de muitas fontes. A tecnologia é a base de captura e armazenamento desses dados, que após serem processados, poderão ser analisados de diferentes formas com uso de estatística aplicada ou inteligência artificial e, a partir disso, os resultados embasam os humanos a tomarem suas decisões assertivas.

Mas, por que a gestão de talentos?

Em um mercado em constante aceleração e com a necessidade de resolver problemas e criar soluções rápidas para os negócios, a tecnologia e as análises de dados são grandes aliados do profissional do futuro. E isso também vale para a gestão de talentos.

Quando falamos nas habilidades cognitivas que o ser humano precisa desenvolver para ser um profissional completo no mercado de trabalho atual, abordamos competências como capacidade de resolver problemas, ser criativo para inovar e ter empatia com o outro. Essas habilidades são tão importantes quanto o uso de tecnologia e não podemos esquecer que a ciência dos dados e a ciência do comportamento humano estão evoluindo juntas e é exatamente por isso que precisamos nos capacitar cada vez mais para estar no centro desse movimento.

Isso significa que a tecnologia e o ser humano podem se complementar para gerar potência nas organizações. Isso tende a tornar o trabalho humano menos burocrático e que novas habilidades cognitivas sejam desenvolvidas pelos profissionais dentro das empresas. Isso permite novas oportunidades para os colaboradores e gerar maior engajamento e satisfação no ambiente de trabalho.

Sob o ponto de vista das lideranças, people analytics é considerada prioridade para a tomada de decisão sobre o capital humano. A análise dos dados poderá contribuir para um acompanhamento em tempo real de como estão os colaboradores da empresa e quais são os riscos de perder talentos. No recrutamento e seleção, inclusive, hoje considerado um dos maiores desafios do RH, é possível ter dados de mercado, fazer contratações mais eficientes e com menos vieses.

Por fim, a capacidade humana de interpretar e avaliar os cenários não será substituída por tecnologia, ela apenas terá um auxílio confiável e embasado para que as e decisões sejam cada vez mais estratégicas. Existem estudos globais que apontam que empresas que utilizam a tecnologia com eficácia poderão triplicar os postos de trabalho. E, para isso, os profissionais precisarão estar mais capacitados e abertos para uma nova realidade de mercado. Quanto mais rápido entendermos que a tecnologia é nossa aliada nessa jornada 5.0, mais teremos conquistas na nossa trajetória profissional.

*Maria Eduarda Silveira, CEO da Bold HR

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