Gerdau depõe na Zelotes e diz à PF que participou de discussões sobre tributações

Gerdau depõe na Zelotes e diz à PF que participou de discussões sobre tributações

Empresário foi ouvido em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, nesta sexta-feira, 7.

Redação

09 de abril de 2017 | 14h07

Jorge Gerdau. FOTO: ESTADÃO

Jorge Gerdau. FOTO: ESTADÃO

O presidente do conselho consultivo da Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter, prestou depoimento à Polícia Federal nesta sexta-feira, 7, em Porto Alegre. O empresário foi ouvido no âmbito de inquérito no STF que investiga a Medida Provisória 627, de 2013, que alterou regras da tributação de lucros de empresas brasileiras com negócios fora do país e resolveu pendências para o pagamento de dívidas com o Fisco.

As informações são do jornal Zero Hora.

A Operação Zelotes foi deflagrada contra corrupção no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão vinculado ao Ministério da Fazenda responsável por julgar recursos de pessoas físicas e jurídicas contra infrações registradas pela Receita Federal.

Um Relatório do Ministério Público Federal (MPF) no âmbito da Operação Zelotes afirma que o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, à época em que foi Secretário da Fazenda, participou de tratativas que resultaram em favorecimento à Gerdau na tramitação de uma medida provisória no Congresso.

O documento, obtido pelo Estado, sustenta que o ministro conversou com o empresário Jorge Gerdau, dono da siderúrgica, sobre regras tributárias de interesse da empresa. Para os investigadores, há indícios de que, graças a negociações com Dyogo e congressistas, o próprio Gerdau redigiu emendas que tramitaram na Câmara e no Senado. À época que o documento foi revelado, Dyogo Oliveira negou que tenha feito qualquer gestão para influenciar o Congresso a decidir em favor da Gerdau.

Em nota, a Gerdau confirma o depoimento do presidente do conselho consultivo e afirma ‘que participou, de forma legítima e em conformidade com a legislação brasileira, de discussões sobre a bitributação de lucros provenientes do exterior, lideradas por entidades de classe e em conjunto com outras empresas de atuação internacional’. A empresa reiterou que está à ‘disposição das autoridades para prestar esclarecimentos’.

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