Gebran diz que tese de defesa de Lula de perseguição política ‘não é nova’

Relator do processo no TRF-4 levou um hora para negar todos os argumentos da defesa do petista que pediam nulidade processual no caso triplex

Ricardo Brandt, Julia Lindner, Renan Truffi, enviados especiais a Porto Alegre, Julia Affonso, Fausto Macedo e Luiz Vassallo

24 Janeiro 2018 | 11h27

Gebran Neto. Foto: TRF4

O desembargador João Pedro Gebran Neto, relator do processo de apelação da sentença de Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que “a tese não é original”, ao abrir seu voto e refutar um dos principais argumentos da defesa do petista de que os processos da Operação Lava Jato representam uma perseguição política ao ex-presidente.

Eram 10 horas e 28 minutos quando o paranaense Gebran Neto pediu escusas por ler seu voto e não fazê-lo livremente, como gostaria.

Um a um, o desembargador foi derrubando as teses levantadas pela defesa de Lula, que questionou a competência da 13.ª Vara Federal, de Curitiba, para julgar o caso, a suspeição de Moro, apontou cerceamento de defesa, falta de provas no processo, entre outros.

A leitura do voto completou uma hora, quando o desembargador iniciou a análise dos méritos do processo, que aponta corrupção da OAS em três contratos da Petrobrás, que teriam rendido R$ 2,2 milhões em propinas para Lula, em forma de reformas e equipamentos no triplex do Guarujá.

Ao final, Gebran dirá se aceitará pedido de absolvição feito pela defesa de Lula ou se mantém a condenação e acata pedido do Ministério Público Federal de aumento de pena e crimes imputados ao petista, que foi condenado em 12 de julho de 2017 pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso triplex a 9 anos e 6 meses de prisão por Moro.