Gebran diz que OAS serviu de ‘laranja’ de Lula no caso triplex

Gebran diz que OAS serviu de ‘laranja’ de Lula no caso triplex

O relator da apelação contra sentença do juiz Sérgio Moro no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, João Pedro Gebran Neto, aumentou a pena do ex-presidente para 12 anos e 1 mês

Ricardo Brandt, enviado especial a Porto Alegre, Luiz Vassallo, Julia Affonso e Fausto Macedo

24 Janeiro 2018 | 13h30

Triplex. Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO

O relator da apelação do ex-presidente Lula contra sua sentença na Operação Lava Jato, João Pedro Gebran Neto, afirmou, nesta quarta-feira, 24, durante sessão, que a OAS serviu como ‘laranja’ do ex-presidente Lula para o recebimento do triplex no condomínio Solaris, no Guarujá, ao não passar o imóvel para o nome do petista.

+ Relator afirma que triplex é ‘vantagem indevida’ da OAS a Lula

+ ‘Lula deu amplo apoio para financiamento deste sistema ilícito’

O desembargador manteve a condenação do ex-presidente por um ato de corrupção e um crime de lavagem de dinheiro contra o ex-presidente. Moro estabeleceu a pena em 9 anos e 6 meses de prisão para Lula. Gebran subiu a pena para 12 anos e 1 mês. O relator também pediu a absolvição do ex-presidente e de Paulo Okamotto envolvendo o armazenamento de bens pela Granero supostamente custeado pela OAS.

+ Defesa de Okamotto também ataca acusações a Lula

+ Lula era ‘garantidor de esquema maior’, diz relator

Para Gebran, ‘a situação é idêntica a como se tivesse sido colocado o apartamento em nome de um laranja’.

“A transferência que poderia ter sido feita e não o foi a pedido e a OAS como mera laranja do verdadeiro titular dessa unidade. pelo menos, a partir do habite-se, aonde poderia ter feito transferência”, anotou.

+ Procurador rechaça ‘visão míope de veneração à figura política que foi Lula’

+ Procurador ataca ‘truculência da tropa de choque’ de Lula

Gebran ainda afirmou ser necessário ‘firmar que havia conta corrente extra-oficial onde eram lançados créditos e débitos sem que porem recebesse ativos’ da OAS.

+ O primeiro embate no Tribunal da Lava Jato

+ Gebran Neto derruba teses da defesa e indica voto pela condenação de Lula

“Desse acerto de contas, em relação aos 16 milhões destinados ao PT, adveio o custeio de passivos pendentes entre a OAS empreendimentos e a Bancoop. Além da diferença de preço para o pagamento do triplex acrescido de benfeitorias”.

 

Mais conteúdo sobre:

Lulaoperação Lava Jato