Gabriela Hardt dá até segunda para pedidos das defesas na ação do sítio de Atibaia

Gabriela Hardt dá até segunda para pedidos das defesas na ação do sítio de Atibaia

Juíza da Lava Jato em Curitiba que interrogou ex-presidente Lula nesta quarta, 14, marcou para dia 19 prazo para que todos os defensores apresentem solicitações derradeiras no processo em que petista é réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Julia Affonso

16 Novembro 2018 | 05h30

Sítio de Atibaia. Foto: Marcio Fernandes/Estadão

A juíza federal Gabriela Hardt, sucessora de Sérgio Moro nos processos da Operação Lava Jato, em Curitiba, concedeu às defesas prazo até segunda-feira, 19, para os últimos pedidos na ação do caso do sítio de Atibaia. Na quarta-feira, 14, a magistrada interrogou o ex-presidente Lula e o pecuarista José Carlos Bumlai, os últimos investigados a serem ouvidos neste processo.

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“Conforme solicitados pelas defesas, eventuais requerimentos de diligências complementares da fase do artigo 402 do Código de Processo Penal poderão ser apresentados até o dia 19 de novembro de 2018”, decidiu a juíza.

“Após, venham os autos conclusos para análise dos pedidos.”

O próximo passo na ação penal serão as alegações finais. Esta será a parte derradeira do processo, na qual o Ministério Público Federal – que acusa – e as defesas apresentarão suas argumentações e pedidos a serem considerados pela Justiça.

Lula falou por cerca de 3 horas em seu interrogatório. Após o depoimento, na Justiça Federal de Curitiba, ele retornou à carceragem da Polícia Federal, escoltado por um forte aparato de agentes armados.

O ex-presidente ocupa uma sala especial na sede da PF de Curitiba.

Esta é a terceira vez que Lula foi ouvido como réu da Lava Jato. A primeira foi em 10 maio de 2017, a segunda, em 13 de setembro. Em ambas as audiências foi interrogado pelo juiz Sérgio Moro.

No processo do sítio de Atibaia, Lula é réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A força-tarefa da Operação Lava Jato sustenta que o petista foi beneficiário de R$ 1,02 milhão, supostamente repassados pelo pecuarista José Carlos Bumlai e pelas empreiteiras Odebrecht e OAS, na forma de melhorias da propriedade rural localizada no interior de São Paulo que seria de uso do ex-presidente.

Ele foi interrogado por Gabriela Hardt, que assumiu as ações penais da Lava Jato em Curitiba. Moro deixou a operação e se desligou dos processos para assumir o comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro.

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