Gabriela Hardt bloqueia R$ 20 mi de alvos da Lava Jato 59

Gabriela Hardt bloqueia R$ 20 mi de alvos da Lava Jato 59

Juíza da 13.ª Vara Federal de Curitiba decidiu congelar o valor a partir de pedido do Ministério Público Federal no âmbito de investigação que põe sob suspeita Wilson Quintella, Antonio Kanji e Mauro de Morais em esquema de propinas de R$ 22 milhões para executivos da Transpetro

Igor Moraes e Luiz Vassallo

01 de fevereiro de 2019 | 05h00

Terminal da Transpetro. Foto: Fábio Motta/AE

A juíza Gabriela Hardt, da 13.ª Vara Federal de Curitiba, decretou o bloqueio de R$ 20 milhões do empresário Wilson Quintella, do executivo Antonio Kanji e do advogado Mauro de Morais, no âmbito da Operação Quinto Ano, fase 59 da Lava Jato que investiga propinas de R$ 22 milhões em contratos da Transpetro. Gabriela mandou prender os três. Quintella e Morais foram capturados. Kanji deve se entregar nesta sexta, 1, à Polícia Federal, segundo seu advogado.

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A investigação mira supostos pagamentos de propinas do Grupo Estre a executivos da Transpetro,subsidiária da Petrobrás, em contratos firmados entre 2008 e 2014, que somam R$ 682 milhões. As propinas chegam a R$ 22 milhões, segundo a Lava Jato.

Na decisão, Gabriela determinou que, para os bloqueios, não importa se os valores estão “misturados” com recursos de procedência lícita. O montante foi arbitrado pela própria magistrada ao atender o Ministério Público Federal, que pediu o “bloqueio sem limites” das contas dos investigados.

“O sequestro e confisco podem atingir tais ativos até o montante dos ganhos ilícitos. Considerando os indícios do envolvimento dos investigados em vários episódios de intermediação de propina e de lavagem de dinheiro, resolvo decretar o bloqueio das contas dos investigados até o montante de vinte milhões de reais”, sentenciou a magistrada, no dia 4 de dezembro de 2018.

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