Fux lamenta cenário ‘preocupante’ após um ano de pandemia e defende diálogo entre Poderes para enfrentar a crise da covid-19

Fux lamenta cenário ‘preocupante’ após um ano de pandemia e defende diálogo entre Poderes para enfrentar a crise da covid-19

"Não temos tempo a perder", disse presidente do Supremo Tribunal Federal em pronunciamento nesta quinta-feira, 11, antes da sessão plenária

Rayssa Motta/SÃO PAULO e Rafael Moraes Moura/BRASÍLIA

11 de março de 2021 | 16h10

Antes de ar início aos julgamentos na sessão plenária desta quinta-feira, 11, o ministro Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), fez um pronunciamento para lamentar as perdas da pandemia.

“O custo humano do coronavírus ainda cresce”, disse. “Hoje, ao tempo em que muitos países já visualizam a porta de saída da pandemia, o Brasil ainda vive o seu quadro mais crítico desde março de 2020”, acrescentou.

A data escolhida é simbólica: há um ano a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarava o surto do novo coronavírus, até então considerado uma doença localizada, como uma pandemia.

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O presidente do Supremo, ministro Luiz Fux. Foto: Nelson Jr./SCO/STF

No discurso, o presidente do Supremo lamentou que, após um ano, o cenário do Brasil ainda seja ‘preocupante’ e falou em um sentimento de ‘incredulidade e desesperança’ que arrebata parte da sociedade. Fux aproveitou para prestar solidariedade aos brasileiros que perderam familiares e amigos.

“Esses indicadores não são apenas números, mas representam pais, mães, avós, tios, filhos, irmãos e amigos; não são apenas óbitos, mas decerto vidas interrompidas, sonhos frustrados e lares desestruturados”, reforçou.

O ministro também pregou ‘diálogo e união’ entre os Poderes para enfrentar a crise causada pela doença. “O nosso país precisa, mais do que nunca, de diálogo e de união entre os três poderes, entre os agentes políticos de todos os níveis federativos e de todas as ideologias, entre os setores público e privado, e, enfim, entre todos os cidadãos. Precisamos trabalhar em prol de medidas eficazes para que a ciência e os bons propósitos possam finalmente vencer o vírus. Não temos tempo a perder”, afirmou.

Nos últimos doze meses, mais de sete mil processos relacionados à pandemia foram decididos no tribunal.

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