Fux afirma que CNJ vai cobrar celeridade no julgamento dos acusados de matar Marielle

Fux afirma que CNJ vai cobrar celeridade no julgamento dos acusados de matar Marielle

Diante da viúva da vereadora, ministro, que preside o Conselho Nacional de Justiça, se comprometeu a pressionar para que Ronnie Lessa e Elcio Queiroz sejam levados a júri popular

Rayssa Motta

24 de março de 2021 | 11h07

O ministro Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), se comprometeu a agilizar o julgamento dos acusados pela execução do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

A declaração foi dada na terça-feira, 24, em uma reunião virtual do Observatório dos Direitos Humanos do Poder Judiciário, órgão vinculado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que também é presidido por Fux, com a participação de Monica Benício (PSOL), viúva da parlamentar.

Monica, que atualmente é vereadora pelo Rio de Janeiro, defendeu a importância dos julgamentos dos acusados pela execução, o sargento reformado da Polícia Militar Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Queiroz. Em fevereiro, a Justiça do Rio negou o recurso das defesas e manteve a ordem para levar a dupla a júri popular, mas ainda não há data para o julgamento.

“É fundamental que a gente siga cobrando que eles sejam levados ao Tribunal do Júri. Eles recorrem e pediram para que não fossem levados, mas o juiz do Rio de Janeiro decidiu que ambos serão levado ao Tribunal do Júri. É preciso que a gente cobre que esse julgamento ocorra da forma mais célere possível”, disse.

Vereadora Monica Benício (PSOL-RJ) e ministro Luiz Fux em reunião do Observatório dos Direitos Humanos do Poder Judiciário. Fotos: Romulo Serpa/CNJ

Em resposta, Fux afirmou que, embora não seja um órgão de investigação, o observatório não poderia ficar isento no caso e se comprometeu a cobrar celeridade no julgamento.

“Um observatório dessa envergadura não poderia ficar isento ao problema relativo à morte de Marielle Franco, que era uma política que despontava no universo feminino pelas suas ideias justas, pelo seu posicionamento corajoso”, disse o ministro.

“O Conselho Nacional de Justiça cobrará a realização bastante célere do júri para que apure todos os fatores que influenciaram esse flagelo que ocorreu na política brasileira, que foi o assassinato brutal de Marielle Franco. Essa não é uma manifestação apenas de solidariedade, é o cumprimento da nossa obrigação. Podem monitorar, porque essa providência será efetivamente adotada”, acrescentou.

A execução de Marielle completou três anos no último dia 14. Ronnie Lessa é apontado como autor dos disparos que mataram a vereadora e Élcio Queiroz é acusado de dirigir o carro de onde partiram os tiros. O mandante do crime, no entanto, ainda não foi identificado.

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