‘Frenesi’ da PF mira fraudes de R$ 15 mi em aposentadoria rural no Ceará

‘Frenesi’ da PF mira fraudes de R$ 15 mi em aposentadoria rural no Ceará

Operação deflagrada nesta quarta, 26, cumpre 19 ordens judiciais em cinco cidades cearenses visando desarticular concessão irregular de benefícios previdenciários; investigação aponta envolvimento de servidor do INSS

Pepita Ortega

26 de junho de 2019 | 13h01

Operação Frenesi. Foto: Polícia Federal

A Polícia Federal, com apoio da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, deflagrou nesta quarta-feira, 26, a Operação Frenesi, para desarticular grupo que fraudava aposentadorias rurais no Ceará.

Agentes cumprem 16 mandados de busca e apreensão, 2 de prisão preventiva e 1 de prisão temporária em Fortaleza, Redenção, Maracanaú, Acarape e Pacatuba. As ordens foram expedidas pela 11ª Vara da Justiça Federal.

Cerca de 90 policiais e de cinco servidores da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho participam das ações.

A Justiça determinou ainda o sequestro de bens móveis e imóveis, e bloqueio de contas bancárias dos envolvidos.

Bens apreendidos durante a Operação Frenesi. Foto: Polícia Federal

As investigações tiveram início em 2014 e identificaram um servidor do INSS que estaria à frente da organização. O grupo contava com a participação com familiares do homem e terceiros.

Segundo a Polícia Federal, o chefe da organização concedia aposentadoria rural por idade para pessoas da área urbana que não teriam trabalhado no campo. Em troca, o homem recebia propinas que eram pagas com empréstimos consignados.

A Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista (CGINT) analisou cerca de 600 benefícios deferidos pelo servidor do INSS e identificou um prejuízo de cerca de R$ 15 milhões.

A Polícia Federal estima evitar, com o desmantelamento do grupo, danos de R$ 157,4 milhões aos cofres públicos.

Operação Frenesi. Foto: Polícia Federal

Segundo a PF, os envolvidos responderão pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, estelionato majorado e inserção de dados falsos em sistemas corporativos do Governo Federal.

O nome da operação, ‘Frenesi’, faz alusão à ‘frenética’ atuação do servidor para alcançar seus objetivos, informou a Polícia Federal.

Segundo a PF, há casos em que o benefício previdenciário foi concedido em menos de quatro minutos.

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