Foragido internacional, Eike entra na difusão vermelha da Interpol

Foragido internacional, Eike entra na difusão vermelha da Interpol

Polícia Federal não encontrou empresário em sua residência, no Rio, na Operação Eficiência, e pediu a inclusão do nome do investigado no índex dos mais procurados do mundo

Fábio Serapião, Mateus Coutinho e Fausto Macedo

26 de janeiro de 2017 | 16h36

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O nome do empresário Eike Batista foi incluído na difusão vermelha da Interpol (Polícia Internacional) – índex dos mais procurados em todo o mundo. A Polícia Federal não encontrou Eike na manhã desta quinta-feira, 26, em sua residência, no Rio. O empresário é formalmente declarado foragido. Seu advogado, Fernando Martins, contudo, informou que negocia com as autoridades o retorno do empresário ao Brasil.

A Interpol funciona, na prática, como uma rede que mantém conexão com as polícias de quase 200 países. Os nomes dos procurados abastecem o cadastro da Interpol.

A ordem de prisão contra Eike foi decretada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal do Rio, no âmbito da Operação Eficiência – desdobramento da Calicute e da Lava Jato que mira o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB).

Com base nas delações premiadas de dois operadores do mercado financeiro, Renato e Marcelo Chebar, a Polícia Federal e a Procuradoria da República descobriram remessas de US$ 100 milhões para o exterior em favor do peemedebista. Eike foi o ‘autor intelectual’ da transferência de US$ 16,5 milhões, transação que envolveu conta do empresário no Panamá e remessa final para o Uruguai.

A prisão de Eike foi decretada no dia 13. A PF acredita que o empresário pode ter saído do País usando passaporte alemão. O delegado Tacio Muzzi, da PF, disse que não trabalha com a hipótese de que houve vazamento da Operação Eficiência, abrindo caminho para a fuga de Eike.

A defesa do empresário informou que ele ficou ‘surpreso’ com a ordem de prisão. A defesa disse que Eike vai se apresentar, mas não disse quando isso vai ocorrer.

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