‘Flechas finais de Janot’, reage defesa de Jucá

‘Flechas finais de Janot’, reage defesa de Jucá

Criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro Kakay afirma que procurador-geral da República, no fim do mandato, quer 'mostrar resultados'

Beatriz Bulla e Fábio Fabrini, de Brasília

21 Agosto 2017 | 16h36

Antonio Carlos de Almeida Castro Kakay. FOTO: ANDRE DUSEK/ESTADÃO

O criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro Kakay disse nesta segunda-feira, 21, que o procurador-geral da República Rodrigo Janot está lançando suas ‘flechas finais’.

O advogado, que defende Romero Jucá (PMDB/RR), reagiu com veemência à nova denúncia de Janot, agora contra o senador no âmbito da Operação Zelotes.

“Tendo a acreditar que isso faz parte da sessão de flechas finais do Janot”, sugeriu o advogado, em alusão à declaração recentemente dada pelo procurador-geral, segundo o qual ‘enquanto houver bambu, lá vai flechada’.

Janot deixa o comando da Procuradoria-Geral da República, que ocupou por dois mandatos consecutivos, no próximo dia 17 de setembro.

Jucá é acusado por suposto favorecimento ao Grupo Gerdau em uma Medida Provisória, em troca de doações eleitorais. Além dele, são investigados no mesmo caso os deputados Alfredo Kaefer (PSL-PR) e Jorge Côrte Real (PTB-PE).
“O inquérito não apontou indícios de prática de crimes pelo senador Romeu Jucá”, declarou o criminalista.

Para Kakay, a denúncia ‘faz parte de um conjunto de acusações que estão sendo apresentadas pelo procurador-geral da República no fim de seu mandato para mostrar resultados’.

COM A PALAVRA, GERDAU

A Gerdau informou, em nota, que não teve acesso ao conteúdo da denúncia da PGR.  Em relação à MP 627/13, que trata de bitributação de lucros provenientes do exterior, a empresa alegou ter participado, “de forma legítima e em conformidade com a legislação brasileira”, de discussões sobre o tema, “lideradas por entidades de classe e em conjunto com outras empresas de atuação internacional”.

A Gerdau reiterou que “possui rigorosos padrões éticos na condução de seus pleitos junto aos órgãos públicos”. Além disso, reafirmou que “está, como sempre esteve, à disposição das autoridades competentes para prestar os esclarecimentos que vierem a ser solicitados”.

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