Flagrado com R$ 570 na cadeia, Sérgio Cabral fica sem TV por 10 dias

Flagrado com R$ 570 na cadeia, Sérgio Cabral fica sem TV por 10 dias

Condenado a 183 anos de prisão, ex-governador do Rio é punido e vai ficar também sem visitas

Julia Affonso

09 Outubro 2018 | 13h17

Cabral em julho de 2017, após prestar depoimento no Rio. FOTO: FABIO MOTTA/ESTADÃO

O ex-governador do Rio Sérgio Cabral (MDB), condenado a 183 anos de prisão na Operação Lava Jato, foi punido pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária após ter sido flagrado com R$ 570, quantidade de dinheiro acima do permitido na prisão. O emedebista, que está no presídio de Bangu, não poderá receber visitas e ficará sem televisão por 10 dias.

De acordo com a Secretaria, a quantidade de dinheiro permitida na cadeia é de 10% do salário mínimo – R$ 954. Na prática, Sérgio Cabral poderia ter R$ 95,4. O dinheiro poderia ser usado na cantina do presídio.

“A Corregedoria da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) realizou na manhã desta terça-feira, 9, em uma ação conjunta com o Ministério Público (MP), uma vistoria no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu. Essa é uma nova prática de fiscalização em conjunto que passará a ser rotina nas unidades prisionais do Estado”, informou a Secretaria.

“Os internos Sergio de Oliveira Cabral Santos Filho e Aurenildo Campos Casanova foram flagrados com uma quantidade de dinheiro acima do permitido. Por esse motivo, conforme decisão da direção da unidade, eles irão responder uma Comissão Técnica de Classificação (CTC) e estão com visitas suspensas e sem televisão por até 10 dias.”

COM A PALAVRA, O ADVOGADO RODRIGO ROCA, QUE DEFENDE SÉRGIO CABRAL

“A punição é desmedida. O ex-governador dispunha do dinheiro certo para o pagamento do seu consumo na cantina da unidade, a qual ficou fechada por determinado período. O seu único erro foi não ter acautelado o valor excedente no setor próprio, mas, daí a ser conduzido ao isolamento há uma grande desproporção. Vamos pedir ao Juiz da Execução que casse a medida por sua falta de razoabilidade.”

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