Fiscais resgatam 16 em condições de escravidão na fazenda de café em Minas

Fiscais resgatam 16 em condições de escravidão na fazenda de café em Minas

Trabalhadores rurais tinham que beber água do rio e ganhavam por produção, sem garantia de salário mínimo, em propriedade no município de Conceição da Aparecida

Vitor Tavares

09 de julho de 2016 | 06h12

 

Foto ilustrativa: Hélio Romero/Estadão - 2013

Foto ilustrativa: Hélio Romero/Estadão – 2013

Dezesseis trabalhadores rurais, entre eles dois menores de idade, foram encontrados em condições análogas à escravidão por auditores fiscais da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Minas. Os homens trabalhavam na Fazenda Palmeiras, dedicada ao cultivo de café, na cidade de Conceição da Aparecida, no sul do Estado.

Os auditores chegaram ao local na terça-feira, 5, após denúncias apuradas pelo Ministério do Trabalho. Na fazenda, os empregados estavam alojados em instalações precárias e submetidos ao consumo de água não potável, retirada diretamente de um rio da propriedade.

Além disso, o empregador não providenciou o registro na carteira de trabalho dos funcionários e efetuava o pagamento por produção, sem garantia do salário mínimo.

Os trabalhadores, que haviam sido contratados na cidade de Berilo, no norte de Minas, foram levados pelos auditores para um hotel em Conceição de Aparecida.

O Ministério do Trabalho não informou o valor de verbas indenizatórias nem quais infrações serão empregadas contra o dono da fazenda.

A reportagem tentou entrar em contato com representantes da Fazenda Palmeiras, mas não foram localizados. O espaço está aberto para manifestação da Palmeiras.

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