Felipão paga € 3 milhões e Portugal suspende processo por fraude fiscal

Felipão paga € 3 milhões e Portugal suspende processo por fraude fiscal

Ex-técnico da Seleção Brasileira era alvo de investigação do Ministério Público em Lisboa

Andreza Matais e Julia Affonso

29 de setembro de 2015 | 16h50

Foto: Nilton Fukuda/Estadão

Foto: Nilton Fukuda/Estadão

O processo-crime aberto em Portugal contra o ex-treinador da Seleção Brasileira Luiz Felipe Scolari por suspeita de fraude fiscal foi suspenso depois de o técnico ter pago 3 milhões de euros de imposto em dívida e juros. As informações foram divulgadas nesta terça-feira, 29, pelo jornal português Sol.

Segundo um comunicado do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), do Ministério Público, Felipão não declarou os valores que recebeu a “título de direitos de utilização de imagem” entre 2003 e 2007, período em que atuou como treinador da seleção portuguesa. Neste inquérito, o Ministério Público foi apoiado por elementos da Autoridade Tributária, informou Sol.

“Os fatos remontam ao período compreendido entre 2003 a 2007, durante o qual o arguido (Felipão) tinha domicílio fiscal em Portugal”, esclarece a nota do departamento.

A suspensão provisória do processo começou a ser utilizada no âmbito da Operação Furacão. Nesse processo, o departamento do Ministério Público responsável pela investigação dos crimes econômicos mais complexos entendeu que a liquidação dos impostos em dívida teria como consequência a suspensão do procedimento criminal.

De acordo com o DCIAP, no inquérito aberto para apurar alegados crimes fiscais praticados por Felipão, “concluiu-se que estavam reunidos os requisitos para a suspensão provisória do processo, nos termos do artigo 281, do Código de Processo Penal”.

Felipão concordou com os termos do acordo. Segundo a informação disponibilizada no site do DCIAP foi igualmente “obtida a necessária concordância judicial” e o processo foi “suspenso pelo prazo de dois meses.

Atualmente, Felipão dirige um time na China, o Guangzhou Evergrande. Seu assessor informou que “na China é madrugada” e que este assunto é particular do ex-treinador da Seleção.

 

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