Felicidade é ferramenta fundamental para conquistar bons resultados no ambiente corporativo

Felicidade é ferramenta fundamental para conquistar bons resultados no ambiente corporativo

Claudio Zini*

17 de setembro de 2021 | 05h30

Claudio Zini. FOTO: DIVULGAÇÃO

Comandar uma empresa não é uma das tarefas mais fáceis. E para manter uma equipe motivada em meio às adversidades que aparecem no meio do caminho é preciso ter jogo de cintura e um toque de bom humor.

Estudos indicam que uma das profissões do futuro será a de diretor de felicidade. Empresas do Vale do Silício já implementaram o cargo de Chief Happiness Officer (CHO) e, como podemos acompanhar, se diferenciam em seus mercados de atuação.

No mundo dos negócios, atualmente, felicidade e bem-estar equivalem a lucro. Felicidade dá resultado financeiro. E a busca da felicidade vem desde o início do mundo, porém, só agora está ganhando força no ambiente corporativo.

Felicidade não pode ser vista nas empresas como o resultado de acúmulo de ganhos e reconhecimentos. Ela tem que ser o motor da companhia, pois é o estado emocional ideal para um trabalho de qualidade e produtividade. Significa progresso, sucesso, atração de talentos e dinheiro no bolso.

Talentos são profissionais independentes e que possuem alto grau de empregabilidade, e que se movem com facilidade se não estão felizes onde estão. O conhecimento se tornou portátil. E o talentoso quer uma boa empresa para trabalhar.

No século passado, a gestão era por temor. Hoje é por amor e humor. E o que gera riqueza é o trabalho intelectual e não mais as exaustivas tarefas rotineiras. Atualmente, se conquista bons salários com neurônios felizes.

Em um mundo repleto de mudanças, a inovação é constante, e, para tanto, as pessoas têm que ter liberdade com a responsabilidade de dono. As empresas precisam encontrar maneiras de energizar os colaboradores para que apliquem no trabalho não apenas a sua capacidade, mas a sua paixão. E para isso esses profissionais têm que estar felizes.

Na mente de grandes líderes, o fraco desempenho de um profissional não significa que ele é preguiçoso, desobediente ou incompetente e, sim, que ele pode estar em uma função inadequada.

Uma empresa de sucesso, hoje, é vista como um organismo vivo, descentralizada, com profissionais felizes e satisfeitos com seus salários e funções. A felicidade está na liberdade de ter ideias, propor melhorias e vê-las aplicadas no dia a dia.

*Claudio Zini é diretor-presidente da Pormade Portas

Tudo o que sabemos sobre:

Artigo

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.