‘Fará muita falta ao País’, diz Joaquim Barbosa sobre Teori

‘Fará muita falta ao País’, diz Joaquim Barbosa sobre Teori

Ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (2012/2014) lamentou morte de colega que empossou em 2012 e a quem se referiu como ‘um juiz primoroso'

Julia Affonso e Mateus Coutinho

20 de janeiro de 2017 | 14h51

Teori Zavascki e Joaquim Barbosa em 2012. Foto: Carlos Humberto/SCO/STF

Teori Zavascki e Joaquim Barbosa em 2012. Foto: Carlos Humberto/SCO/STF

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (2012/2014) afirmou em sua rede social que o ministro Teori Zavascki, morto em acidente aéreo nesta quinta-feira, 19, ‘fará muita falta ao País’. Teori e outras quatro pessoas estavam em um bimotor que caiu no mar de Paraty, litoral do Rio.

“Estou chocado e muito triste com a trágica morte do nosso querido Teori Zavascki. À família, minhas condolências e votos de solidariedade. Era um juiz primoroso sobre o qual repousavam, nesse delicado momento por que passa o País, enormes responsabilidades”, escreveu em seu Twitter na noite desta quinta.

Em uma das mensagens, Joaquim Barbosa lembrou que ‘Teori ascendeu ao Supremo’ quando ele ainda exercia a presidência da Corte máxima.

“Empossei-o no finalzinho de 2012”, lembrou. “Eu tinha grande admiração pelo trabalho que o Teori vinha realizando no Supremo. Fará muita falta ao País, sem dúvida.”

A aeronave que levava Teori decolou do Campo de Marte, aeroporto localizado em São Paulo, às 13h, e caiu por volta das 13h45, segundo a Marinha.

Informações disponíveis no site da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) revelam que o Beechcraft C90GT tem capacidade para sete passageiros, além do piloto. É um avião bimotor turboélice fabricado pela Hawker Beechcraft. A aeronave PR-SOM está registrada em nome da Emiliano Empreendimentos e Participações Hoteleiras Limitada.

Relator da Lava Jato na Corte, o ministro era o responsável por conduzir os desdobramentos da maior investigação de combate à corrupção no País que envolvem autoridades com foro privilegiado.

Teori estava empenhado, nos últimos meses, na análise da delação premiada dos 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht, o mais importante acordo celebrado pela operação até aqui e que aguarda homologação.

Até então, o ministro já havia homologado 24 delações premiadas no âmbito da operação que implicam políticos dos principais partidos do País, da base e da oposição do governo federal.
Teori foi ministro do Supremo a partir de 29 de novembro de 2012. Ele presidiu a 2.ª Turma da Corte entre 2014 e 2015.

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