‘Fake news não me intimidam’, diz Lewandowski sobre notícia falsa do julgamento de Lula

‘Fake news não me intimidam’, diz Lewandowski sobre notícia falsa do julgamento de Lula

Ministro se refere a texto com informação inverídica de que ele teria pedido para que fosse secreta a sessão da 2ª Turma em que ministros vão se manifestar sobre pedido de liberdade do ex-presidente

Amanda Pupo e Rafael Moraes Moura/BRASÍLIA

21 Junho 2018 | 18h06

Ricardo Lewandowski. FOTO DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO

BRASÍLIA – O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), aproveitou a sessão da Corte desta quinta-feira, 21, para desmentir uma notícia falsa sobre o julgamento do pedido de liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Segunda Turma, marcado para a próxima terça-feira, 26. A fake news, como chamou o ministro, afirmava que a sessão de julgamento seria secreta, por determinação de Lewandowski, que leu a matéria falsa no plenário da Corte.

Presidente da Segunda Turma, Lewandowski disse que as fake news não o intimidam e reforçam sua “firme intenção de cumprir a Constituição e as leis do País”.

“Quero aproveitar a oportunidade para desmentir categoricamente essa fake news e dizer que as nossas sessões da Segunda Turma são públicas, e o acesso à imprensa é absolutamente franqueado, sem nenhuma restrição”, destacou Lewandowski, que disse ter recebido a notícia falsa através de mídias sociais.

Liberdade. Condenado em segunda instância a 12 anos e um mês pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex no Guarujá, o ex-presidente Lula entrou no início deste mês com um novo pedido de liberdade no STF e Superior Tribunal de Justiça (STJ). A petição é para que as Cortes suspendam os efeitos da condenação até que julguem no mérito os recursos extraordinário (analisado no STF) e especial (do STJ). No STJ, o pedido já foi negado individualmente pelo ministro relator da Lava Jato no tribunal, Felix Fischer.

No entanto, a petição feita ao STF foi enviada pelo ministro relator do caso, Edson Fachin, para análise dos ministros da Segunda Turma, composta ainda por Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Celso de Mello.

Os recursos contra a condenação que resultou na prisão de Lula ainda precisam ser admitidos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) para que cheguem aos tribunais superiores. O TRF-4 já rejeitou a concessão de efeito suspensivo no caso. (Amanda Pupo e Rafael Moraes Moura)