Fachin nega prisão domiciliar a Geddel por conta de coronavírus

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Fachin nega prisão domiciliar a Geddel por conta de coronavírus

Relator da Lava Jato deu cinco dias para Advocacia-Geral da União (AGU) se manifestar sobre uso de R$ 51 milhões do bunker no combate à pandemia

Rafael Moraes Moura/BRASÍLIA

30 de março de 2020 | 17h50

O relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, decidiu manter na cadeia o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB), que cumpre pena no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador, pela condenação no caso do bunker dos R$ 51 milhões.

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O ministro também fixou um prazo de 5 dias para que a Advocacia-Geral da União (AGU) e a defesa dos irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima se manifestarem sobre a possibilidade de o dinheiro apreendido na operação ser destinado ao combate à pandemia do novo coronavírus.

O ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo do Brasil Geddel Vieira Lima. Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

A proposta foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que quer reservar os recursos para a aquisição de equipamentos, materiais médicos e demais ações voltadas ao combate à pandemia da covid-19.

Geddel foi preso preventivamente em julho de 2017, após a Polícia Federal apreender aproximadamente R$ 51 milhões em dinheiro em um apartamento em Salvador. Em 2019, ele foi sentenciado a 14 anos de prisão por suposta associação criminosa e lavagem de dinheiro, pela Segunda Turma do STF.

Malas com R$ 51 milhões apreendidos em apartamento ligado ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, em 2017. Foto: Polícia Federal/Divulgação

A defesa de Geddel pediu que ele deixasse a cadeia em Salvador por ver risco de contágio pelo novo coronavírus – o ex-ministro, segundo advogados, é portador de doenças crônicas. A PGR, no entanto, se manifestou contra a solicitação.

De acordo com a defesa de Geddel, apesar da secretaria de administração penitenciária do Estado da Bahia ter restringido visitas aos presídios, “é fato público e notório que isso não elimina o risco de transmissão da doença aos internos, sobretudo considerando o fluxo de novos presos e agentes penitenciários que diariamente entram e saem do local.

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