Fachin nega habeas a Palocci na Lava Jato

Fachin nega habeas a Palocci na Lava Jato

Relator da operação no Supremo nega seguimento a pedido da defesa do ex-ministro da Fazenda, preso desde setembro de 2016 por ordem do juiz Sérgio Moro

Fausto Macedo, Luiz Vassallo e Julia Affonso

10 de abril de 2017 | 17h02

Antonio Palocci. Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters

Antonio Palocci. Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, julgou inviável – negou seguimento – ao Habeas Corpus (HC) 141752, impetrado pela defesa do ex-ministro Antônio Palocci, preso preventivamente desde setembro de 2016 por determinação do juiz Sérgio Moro na Operação Lava Jato. Palocci é réu por corrupção e lavagem de dinheiro.

As informações foram divulgadas no site do Supremo – HC 141752. A decisão foi tomada na sexta-feira, 7.

O ministro destacou que não verificou ‘qualquer ilegalidade’ que autorizasse a atuação da Corte no caso.

A defesa de Palocci pedia que o STF determinasse ao Superior Tribunal de Justiça levar imediatamente a julgamento habeas em curso naquele tribunal, alegando que ‘não há perspectiva de apreciação do pedidos lá formulados desde o ano passado’.

Ao negar seguimento à impetração, Fachin observou que não há decisão de mérito no habeas impetrado no STJ, ‘situação que atrai a incidência da Súmula 691 do STF’.

O verbete veda a tramitação de HC no Supremo contra decisão de relator que indefere liminar em habeas corpus impetrado em tribunal superior. O ministro observou que o STF, no entanto, admite a concessão da ordem de ofício em ‘situações excepcionais de ilegalidade e teratologia (anormalidade)’ – hipótese que não verificou no caso.

Ele destacou que a jurisprudência do Supremo somente reconhece o constrangimento ilegal pelo excesso de prazo em ‘hipóteses excepcionais, nas quais a demora decorra de evidente descaso do órgão judicial ou mostre incompatibilidade com a razoável duração do processo’.

No caso em questão, há informação nos autos de que o processo em trâmite no STJ tem previsão de julgamento dia 18 de abril. “A impetração apresenta tramitação regular, bem como o julgamento pleiteado já se avizinha, cenário a desaconselhar o excepcional reconhecimento do excesso de prazo”, afirmou, concluindo não ser o caso de haver interferência do Supremo em outro órgão jurisdicional.

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