Fachin mantém sigilo sobre Arena Corinthians

Fachin mantém sigilo sobre Arena Corinthians

Odebrecht foi a responsável pelas obras do polêmico estádio do clube paulista que custou R$ 1,1 bilhão

Breno Pires, de Brasília, e Julia Affonso, de São Paulo

11 de abril de 2017 | 21h47

Arena Corinthians. Foto: Alex Silva/Estadão

Arena Corinthians. Foto: Alex Silva/Estadão

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Em meio ao levantamento do sigilo de dezenas de investigações ligadas à delação da Odebrecht, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), não deu publicidade à apuração de ‘possível prática criminosa associada à construção da Arena Corinthians’. O estádio foi construído pela Odebrecht para a Copa do Mundo de 2014 e custou R$ 1,1 bilhão.

DOCUMENTO: ARENA CORINTHIANS SOB SIGILO
Falaram à Procuradoria-Geral da República os delatores Emílio Alves Odebrechet, patrono do grupo, e seu filho Marcelo Odebrecht, Benedicto Barbosa Silva Júnior, homem forte do Departamento de Propinas da Odebrecht, Alexandrino de Salles Ramos de Alencar e Luiz Antônio Bueno Júnior.

“Indefiro a pretensão de levantamento do sigilo do procedimento; (ii) defiro o pedido do Procurador-Geral da República, a quem autorizo a juntada de cópia dos termos de depoimentos mencionados e documentos apresentados pelos colaboradores especificamente no Inq. 4.341/STF, registrando que, com relação ao termo de depoimento nº 5 do colaborador Luiz Antônio Bueno Júnior, a efetivação da decisão só poderá ocorrer a contar de 3 de maio de 2017”, determinou Fachin.

Em março do ano passado, o então vice-presidente do Corinthians, André Luiz de Oliveira, o André Negão, foi preso em flagrante, em São Paulo, por posse ilegal de armas. Ele estava com duas pistolas. Alvo da Operação Xepa, etapa da Lava Jato, André Negão é suspeito de ter recebido R$ 500 mil em propinas da Odebrecht.

O nome de André Negão apareceu na planilha de contabilidade secreta de propinas da Odebrecht, sob o codinome ‘Timão’ ao lado da palavra ‘Alface’. A planilha foi apreendida na casa da secretária dos altos executivos da empreiteira, Maria Lúcia Tavares.

Na planilha, André Luiz de Oliveira estava ligado a ‘uma anotação de um possível pagamento’ no endereço Rua Emilio Mallet, em São Paulo, ‘a ser liquidado na data de 23 de outubro de 2014, no valor de R$ 500 mil, com a anotação do telefone’.

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