Fachin manda soltar aliado de Geddel

Fachin manda soltar aliado de Geddel

Advogado Gustavo Ferraz, preso com o ex-ministro dia 8 de setembro, é suspeito de envolvimento no crime de lavagem de dinheiro dos R$ 51 milhões

Beatriz Bulla/Brasilia

19 de outubro de 2017 | 15h01

Bunker dos R$ 51 milhões Foto: PF

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, mandou soltar o advogado Gustavo Ferraz, preso junto com o ex-ministro Geddel Vieira Lima no dia 8 de setembro. Ferraz é suspeito de ser aliado do peemedebista e praticado crimes envolvendo a lavagem de dinheiro apurada no caso dos R$ 51 milhões descobertos em um apartamento em Salvador.

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Fachin determinou que Ferraz permaneça em regime domiciliar e pague fiança estimada em 100 salários mínimos, segundo apurou o Estado.

O pedido de revogação da preventiva de Ferraz foi feito pelos advogados Pedro Machado de Almeida Castro e Octávio Orzari em 14 de setembro.

A Polícia Federal encontrou digitais de Ferraz em uma parte do material encontrado no apartamento em Salvador.
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À PF, Gustavo Ferraz disse que em 2012 recebeu dinheiro em espécie em São Paulo, destinado a Geddel. Ele presumiu que o dinheiro seria destinado a campanhas do PMDB da Bahia. À Polícia, o advogado afirmou que “se sentiu traído por Geddel, por ele ter ficado com o dinheiro que serviria para ajudar a campanha de inúmeros candidatos do PMDB nas eleições de 2012 da Bahia”.

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Ele afirma que conheceu Geddel Vieira Lima e o deputado e irmão do ex-ministro, Lúcio Vieira Lima no final de 2009. Em 2012, o advogado teria recebido uma mensagem de texto de Geddel pedindo para levar a Salvador uma contribuição de campanha. Na época, segundo Gustavo Ferraz, o peemedebista disse que o dinheiro seria usado para campanhas de prefeitos e vereadores na Bahia.

No depoimento, Gustavo Ferraz diz não ter detalhes sobre o local e a pessoa que entregou a ele o dinheiro. Ele se dirigiu a um hotel em São Paulo, de lá caminhou algumas quadras até um escritório sem identificação e recebeu uma mala. Segundo disse à PF, em nenhum momento abriu a mala, mas percebeu que se tratava de uma grande quantia de dinheiro. “Que ficou até com medo, pois achou que seria um valor de contribuição pequeno e, pelo peso e tamanho da mala, percebeu que seria um valor alto ou maior do que imagina”, consta no termo de depoimento de Ferraz.

Um motorista levou o enviado por Geddel ao aeroporto de Congonhas e, de lá, o advogado pegou um voo privado a Salvador. Ele disse que não recebeu valores para prestar o serviço e levou os valores na casa do ex-ministro na Bahia. O advogado ajudou Geddel a tirar os pacotes plásticos com dinheiro. Segundo ele, eram pacotes com nota de R$ 100 e R$ 50, mas ele não soube dizer aos investigadores a quantia de dinheiro total.

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