Fachin autoriza inquéritos contra Renan e Jader na Lava Jato

Fachin autoriza inquéritos contra Renan e Jader na Lava Jato

Ministro do Supremo Tribunal Federal autorizou novas investigações contra emedebistas sobre supostos esquemas na Transpetro

Paulo Roberto Netto e Luiz Vassallo

06 de março de 2020 | 05h00

Atualizada às 13h26 de 06.03*

O ministro do Supremo Edson Fachin, e os senadores Renan Calheiros e Jader Barbalho. Fotos: Carlos Moura / STF, Edilson Rodrigues/Agência Senado e Dida Sampaio/Estadão

O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura de dois inquéritos contra o senador Renan Calheiros (MDB) pelo crime de lavagem de dinheiro, no âmbito da Operação Lava Jato. As investigações miram supostos esquemas na Transpetro – uma delas também mira o senador Jader Barbalho (MDB).

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As investigações tomam como base a delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, que foi senador pelo partido, e confessou ter arrecadado valores a emedebistas no senado. O inquérito mira nove empreiteiras, além de subsidiárias em obras para a estatal. Entre as obras investigadas, está o Estaleiro Tietê.

Os repasses das empreiteiras, segundo o delator, vão até o ano de 2014. Em um dos episódios, por exemplo, Machado narra R$ 30 milhões da Queiroz Galvão reservados a repasses a políticos. A investigação também mira supostos R$ 20 milhões da Camargo Corrêa reservados a políticos. Parte das cifras teria abastecido os emedebistas e suas campanhas.

Renan Calheiros é alvo de outras investigações, e réu em uma ação penal no Supremo Tribunal Federal sob a acusação de propinas de R$ 150 mil da NM Engenharia.

COM A PALAVRA, RENAN

“A assessoria do senador afirmou que ele sempre defendeu as investigações como forma de esclarecer os fatos. O senador está certo que a nova investigação concluirá pela inexistência de qualquer improbidade, a exemplo do que já aconteceu com Mais de 2/3 dos inquéritos abertos contra ele que foram arquivados pelo STF por falta de prova”.

COM A PALAVRA, JADER

A reportagem busca contato. O espaço está aberto para manifestação (luiz.vassallo@estadao.com)

COM A PALAVRA, A NM ENGENHARIA

A matéria foi atualizada às 13h24 de 06.03 para correção em frase que indicava ‘R$ 150 mil em sua NM Engenheria’ para ‘R$ 150 mil da NM Engenharia’. Em nota, a empresa destacou que o senador Renan Calheiros não integra seu quadro societário.

“Esclareça-se, ainda, que as doações eleitorais efetivadas pela empresa em favor de diretório de partido político sempre ocorreram dentro da lei”.

“Nesta ocasião a empresa também enfatiza que as investigações em curso decorrem de acordo de colaboração premiada firmado por seus sócios com o Ministério Público Federal”.

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