Explosões de caixas eletrônicos caem mais de 30% em São Paulo, afirma polícia

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Explosões de caixas eletrônicos caem mais de 30% em São Paulo, afirma polícia

Foram 138 ataques a menos em 2015; secretário da Segurança Pública Alexandre de Moares diz que ataques dos ladrões 'não acabaram, mas redução é significativa e se deve à ação conjunta com Exército, União e Febraban'

Fausto Macedo e Julia Affonso

27 de janeiro de 2016 | 03h00

Foto: Werther Sanatana/AE

Em 2015, ladrões estouraram 285 caixas eletrônicos. Foto: Werther Sanatana/AE

São Paulo fechou 2015 com uma redução de 32,6% no número de explosões de caixas eletrônicos – 138 casos a menos que em 2014. Os dados constam de relatório da Secretaria da Segurança Pública. O documento mostra que em 2014 ladrões estouraram 423 caixas instalados em agências bancárias, lojas de conveniência e outros endereços. Em 2015, foram 285 ataques.

A redução desse tipo de ocorrência é maior ainda se a comparação apontar 2012, período em que as quadrilhas voltaram mais intensamente sua ofensiva contra este alvo. O recuo bateu em 59,1% – 697 ações dos bandidos naquele ano, ou 412 a mais que o número registrado no ano passado.

Alexandre Moraes, secretário de Segurança Pública de São Paulo. Foto: Hélvio Romero/Estadão

Alexandre Moraes, secretário de Segurança Pública de São Paulo. Foto: Hélvio Romero/Estadão

Na avaliação do secretário da Segurança Alexandre de Moraes a queda dessa modalidade do crime ‘é resultado de uma série de medidas’. “A Secretaria tem liderado a discussão sobre o combate a esse tipo de crime com a Febraban, o Exército e a União. As explosões não acabaram, mas a redução é significativa.”

O chefe da Segurança Pública destacou que está em curso na Câmara dos Deputados um projeto de lei para aumentar a pena para os ladrões que usarem explosivos nesse crime tipificado furto qualificado. Além disso, ressaltou Alexandre de Moraes, contribuiu para a diminuição dos roubos a caixa eletrônico a decisão do Exército de obrigar as empresas a manterem escolta privada para evitar o extravio de dinamite.

“A Federação dos Bancos também ampliou mecanismos de prevenção e passou a compartilhar dados, como os locais onde estão colocados os caixas eletrônicos, o que reforça o trabalho de inteligência no seu mapeamento e georreferenciamento”, declarou Alexandre de Moraes. “Foram ampliadas ainda as rondas nas áreas de risco”

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