Expectativa vs realidade: 7 KPIs imprescindíveis para que a área de compras vá muito além das suposições

Diogo Morgado*

31 de outubro de 2021 | 04h00

Sem dúvida, os memes são os queridinhos da internet. Reproduzem, de forma bem-humorada, situações do cotidiano que muita gente já vivenciou e provocam identificação imediata. Um dos hits nesse quesito é o famoso “expectativa vs realidade”, uma trend (tendência) que reproduz o mesmo fato em duas imagens: uma representa o que a pessoa deduz ou imagina e a outra, a realidade, que em geral é bem diferente da imaginação porque mostra a vida como ela é, sem filtro.

Podemos traçar um paralelo a partir do raciocínio desse meme e comparar, no mundo corporativo, suposições vs KPIs. De um lado, existem achismos fundamentados em percepções e do outro, uma ferramenta que apresenta para as empresas dados com a situação real de negócio.

No mundo digital, companhias que dispõem de KPIs assertivos e claros têm um diferencial competitivo em face do mercado. Isso porque, com os dados em mãos, é possível analisar e identificar os pontos de melhoria e definir as estratégias.

Mas, afinal, o que são os Key Performance Indicators (KPIs)? Os  Indicadores-Chave de Desempenho são métricas importantes para todo o processo de gestão da empresa, pois permitem que as tomadas de decisão de todos os setores sejam feitas com base nos dados apresentados e não em suposições. Na área de compras, algumas das métricas que devem ser analisadas para contribuir com o crescimento do negócio são: tempo de aquisição, custos, qualidade, satisfação do cliente e nível de produtividade.

O primeiro KPI importante para os compradores é o saving, essencial para a área financeira, que analisa a economia conquistada nas aquisições. Isso significa o custo evitado ao fechar uma compra com valor menor ao orçado. Essa é uma forma de analisar o desempenho da equipe nas negociações com fornecedores, com a finalidade de reduzir gastos e gerar lucros.

O segundo indicador é o nível das entregas, que identifica as taxas de devolução em relação ao número total de produtos adquiridos. Assim, é possível observar a porcentagem de mercadorias com defeito.

Já o lead time, terceiro KPI utilizado na área de compras, permite avaliar a duração de cada etapa da compra, como busca, seleção de fornecedores, análises de cotações e entrega do produto ao consumidor, propondo os ajustes necessários para os melhores resultados da companhia.

O quarto indicador é a evolução do preço, que analisa a oscilação dos valores em um determinado período, durante todo o processo de compras. A produtividade é o quinto KPI, que auxilia o setor na identificação dos  ajustes para a redução da carga operacional dos compradores.

O sexto indicador, por sua vez, é a satisfação do cliente e pode ser medido por meio de uma pesquisa periódica de satisfação. Por fim, o último indicador analisa o custo de suprimentos, sendo responsável por comparar o volume de compras e vendas para apontar o percentual dos custos dos itens em relação às suas vendas.

Com tantas métricas e dados, a tecnologia é indispensável para não deixar nenhuma informação do negócio para trás. Por isso, usar soluções e ferramentas específicas são uma chave indispensável para as áreas de compras.

*Diogo Morgado, Product Manager do Mercado Eletrônico

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