Executivo do clube das empreiteiras se cala na Justiça

Defesa de Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, réu por corrupção e lavagem de dinheiro na Lava Jato, aconselhou-o a não responder perguntas porque 'está coletando novas provas'

Redação

04 de maio de 2015 | 16h48

Por Ricardo Brandt, Julia Affonso e Fausto Macedo

O empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, ficou em silêncio na tarde desta segunda feira, 4, diante do juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações penais da Operação Lava Jato. Apontado como ‘presidente’ do clube vip das construtoras que formaram cartel para assumir o controle de contratos bilionários da Petrobrás, Pessoa foi intimado para depor nos autos do processo em que é acusado por corrupção e lavagem de dinheiro.

Ricardo Ribeiro Pessoa, presidente da UTC. Foto: Marcos Bezerra/Futura Press

Ricardo Ribeiro Pessoa, da UTC. Foto: Marcos Bezerra/Futura Press

Pessoa foi preso dia 14 de novembro de 2014, quando estourou a Operação Juízo Final, sétima fase da Lava Jato. Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal acolheu pedido de habeas corpus do criminalista Alberto Zacharias Toron, que defende o empreiteiro, e revogou o decreto de prisão preventiva. O STF, por 3 votos a 2, autorizou o empreiteiro a ficar em regime de prisão domiciliar, mas sob monitoramento de tornozeleira eletrônica.

A força tarefa da Lava Jato atribui a Pessoa o papel de coordenador do cartel de empreiteiras que pagava de 1% a 3% em contratos da Petrobrás, por meio de diretores indicados pelo PT, PMDB e PP, que tinham como destino partidos e políticos. O prejuízo estimado até agora à estatal petrolífera é de R$ 6 bilhões, desviados entre 2004 e 2014.
Nesta segunda feira, 4, Ricardo Pessoa poderia rebater as acusações que pesam contra ele, mas por uma estratégia da defesa ficou em silêncio.

“Entendemos que era aconselhável o sr. Ricardo Pessoa se manter em silêncio porque estamos coletando novas provas para mostrarmos sua inocência”, declarou o criminalista Alberto Zacharias Toron. “Até que esses novos elementos estejam maduros optamos por orientar o sr. Ricardo Pessoa a permanecer calado.”
Toron não revelou que “novos elementos” e

Tudo o que sabemos sobre:

operação Lava JatoPetrobrás